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Agora, agora e mais agora é um podcast de histórias da história para tempos de quarentena. Baseado num livro em progresso com o mesmo título, de Rui Tavares, Agora, agora e mais agora percorrerá mil anos de história europeia e global tendo por objectivo actualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspectiva histórica os dilemas das pessoas do presente.
 
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Este é o epílogo do podcast “Agora, agora e mais agora” — seis memórias do último milénio (um episódio que pode ser acompanhado por figos, de preferência secos, para quem assim o desejar). Se entre a nossa primeira, segunda e terceira memória há traços de união, uns fios de seda translúcida, quase transparentes, que antes ignorávamos, e se entre a …
 
Esta é a quinta e última conversa da nossa sexta e última memória, intitulada "A Pergunta", dedicada aos direitos humanos. Este podcast cobre mil anos de história. Mais ou menos. De 950, ano em que morre Al Farabi, até 1948, ano da Declaração Universal de Direitos Humanos — e do 1984 de George Orwell. Vá, mil e setenta e seis se considerarmos o ano…
 
Esta é a quarta conversa da nossa sexta e última memória, intitulada "A Pergunta", dedicada aos direitos humanos.Seis dias antes de a Declaração Universal de Direitos Humanos ser consagrada no Palais de Chaillot, em Paris, um escritor inglês enviou a versão final do seu novo romance, que ele não sabia que seria o seu último, para o seu editor. O es…
 
Esta é a terceira conversa da nossa sexta e última memória, intitulada "A Pergunta", dedicada aos direitos humanos.Não houve praticamente discussão de direitos humanos na Conferência de Teerão, no fim de 1943, que juntou Roosevelt, Churchill e Estaline, e que conseguiu o acordo deste para fazer parte das Nações Unidas também após a Guerra — ficando…
 
Esta é a segunda conversa da nossa sexta e última memória, intitulada "A Pergunta", dedicada aos direitos humanos. As malhas que a ideia dos direitos humanos tece são agora muitas; poderíamos contar uma infinitude de histórias com elas. O rio subterrâneo de que tenho vindo a falar apareceu agora à superfície, mas não julguem que foi num enorme caud…
 
Esta é a primeira conversa da nossa sexta e última memória, dedicada à questão dos direitos humanos.Gaetano Salvemini entra no anfiteatro, encara os seus alunos, esboça talvez um sorriso, e diz: “como estávamos a dizer na nossa última aula”. E continua. Como se não tivesse havido nada. Como se o mundo dentro da sala de aula, a aula de história nem …
 
Esta é a quinta conversa da nossa quinta memória, dedicada ao ódio. Admito que a ideia que em geral tenhamos do Caso Dreyfus, mesmo quando temos pouca ideia dele, seja mais ou menos a seguinte: um erro judiciário em que um capitão judeu é acusado e condenado por espionagem, num primeiro momento. E um segundo momento em que a verdade vem ao de cima …
 
Esta é a quarta conversa da nossa quinta memória, dedicada ao ódio. O meu problema com Bernard Lazare é que não consigo fazê-lo caber num episódio, nem provavelmente numa memória inteira, nem sequer num livro. Para isso, devo confessá-lo já, o melhor é lerem uma das biografias que lhe foram consagradas, ou por Jean-Cristophe Bredin — que vamos aqui…
 
Esta é a terceira conversa da nossa quinta memória, dedicada ao ódio. Houve anti-semitismo antes e depois do Caso Dreyfus mas o anti-semitismo moderno nasce com o Caso Dreyfus. O solo fértil da França revancharde, regado por doses copiosas de ressentimento e vitimização das elites católicas e monárquicas faz germinar este fenómeno. Ele não é, contu…
 
Esta é a segunda conversa da nossa quinta memória, dedicada ao ódio. Até 1870, a França é um império governado por um Napoleão: o Segundo Império e o Imperador é o Luís Napoleão Bonaparte, Napoleão III Imperador dos franceses e sobrinho do Napoleão Bonaparte. Mas o Império perdeu-se por causa de um telegrama. Em 1870, uma troca de mensagens entre o…
 
Esta é a primeira conversa da nossa quinta memória, dedicada ao ódio. Léon Daudet era um escritor de algum talento. Mas era um autor que detestava, detestava e detestava. Logo nas primeiras páginas anuncia-se que o autor detesta a democracia. Detesta o parlamento e o parlamentarismo. Detesta a ideia de que a ciência "não tenha pátria nem fronteiras…
 
Esta é a quinta conversa da nossa quarta memória, dedicada à emancipação.No dia 15 de Novembro de 1759 um português pousou a pena com que escrevera em Paris um tratado sobre reformas da educação — tema de actualidade naquele ano, como vimos atrás — a que deu o título de "Cartas sobre a Educação da Mocidade". O homem que escrevia não estava em Portu…
 
Esta é a quarta conversa da nossa quarta memória, dedicada à emancipação.John Stuart Mill é principalmente conhecido como pai do liberalismo clássico do século XIX. Mas antes de o ter sido, foi filho — e afilhado — do utilitarismo iluminista do século XVIII, tendo visto a sua infância sacrificada à mesma organização do tempo que tinha nascido antes…
 
Esta é a terceira conversa da nossa quarta memória, dedicada à emancipação.Pelos mesmos dias de outubro e novembro de 1755 em que Benjamin Franklin andava por Filadélfia a tentar convencer a assembleia da Pensilvânia a alterar as políticas radicalmente pacifistas do fundador William Penn, ocorria do outro lado do Atlântico um daqueles acontecimento…
 
Esta é a segunda conversa da nossa quarta memória, dedicada à emancipação. No final do século XVII, quase todos os cristãos tinham uma certeza e uns quantos deles tinham uma preocupação. A certeza era a de que o cristianismo era a verdadeira religião. A preocupação era que, nesse caso, se tornava difícil saber qual cristianismo. Se o cristianismo e…
 
Esta é a primeira conversa da nossa quarta memória, dedicada à emancipação.Um dia, quando estava mais ou menos a começar a escrever este livro, decidi ir a uma igreja assistir a uma missa. Bem, isto é mentira, não era uma igreja e não era uma missa, mas é maneira mais aproximada que eu tenho de vos explicar. Além disso, eu sou ateu. Mas se fosse re…
 
Esta é a quinta conversa da nossa terceira memória, dedicada à globalização.Em 1560, um jovem de 21 anos, filho de pai espanhol e de mãe inca, saiu da cidade de Cuzco, nos Andes, e fez os mais de mil quilómetros de montanha e selva que o separavam de Lima, cidade fundada há apenas 25 anos e há menos de 20 anos capital do Vice-Reino do Peru, para po…
 
Esta é a quarta conversa da nossa terceira memória, dedicada à globalização.Fuga sæculi, o ódio sagrado ao mundo, era um sentimento comum a gente religiosa de várias religiões na transição entre a Idade Média e o Renascimento. Neste episódio veremos como Isaac Abravanel, o judeu, abandonou os seus entusiasmos aristotélicos para se dedicar a estudar…
 
Esta é a terceira conversa da nossa terceira memória, dedicada à globalização.Há 500 anos, por estes dias, um jovem monge alemão enviou para o seu bispo um texto composto por uma série de 95 curtas teses de uma ou duas linhas cada, escritas em latim. Pode ser que tenha também pregado o mesmo texto na porta da Igreja de Todos os Santos em Wittenberg…
 
Esta é a segunda conversa da nossa terceira memória, dedicada à globalização. No dia 26 de Janeiro de 1536, o português Damião de Góis, que se encontrava na cidade italiana de Pádua, respondeu a uma carta de Erasmo de Roterdão, que estava em Basileia, na Suíça, e que era o mais célebre autor europeu do seu tempo. Entre novidades sobre amigos, livro…
 
Esta é a primeira conversa da nossa terceira memória, dedicada à globalização. Passaram mais de 200 anos sobre a nossa última conversa. Estamos agora no dia 4 de Abril de 1571, uma quarta-feira no antigo calendário juliano. Damião de Góis tem 69 anos, é guarda-mor da Torre do Tombo, historiador do reino e autor da "Crónica do Felicíssimo Rei Dom Ma…
 
Esta é a quinta conversa da nossa segunda memória, dedicada à polarização. Quando Boccaccio se recolheu à vila de Fiesole, nos arredores de Florença, durante a peste de 1348, e teve a sua ideia para o decameron de cem histórias contadas por sete mulheres e três homens que fazem uma quarentena, já era de um exercício de nostalgia que a sua vida lite…
 
Esta é a quarta conversa da nossa segunda memória, dedicada à polarização. Em plena epidemia da gripe pneumónica a que chamaram “espanhola”, em 1919, um padre católico em professor da Universidade Complutense de Madrid, chamado Miguel Asin Palacios, que tinha então 48 anos, publicou um livro com o título “A escatologia muçulmana na Divina Comédia”.…
 
Esta é a terceira conversa da nossa segunda memória, dedicada à polarização. Vamos falar hoje de uma pessoa nascida em 1220, o que quer dizer há exatamente oitocentos anos de nós. O seu nome era Brunetto Latini, era florentino, era do partido guelfo, e era notário — um dos notários mais interessantes e importantes da história, embora isso não seja …
 
Esta é segunda conversa da nossa segunda memória, dedicada à polarização. Entre 500 e 1500 não há praticamente geração que não acredite ser a última, e o mais notável é que quem faz essas previsões não são só profetas loucos ou marginais, mas os mais importantes bispos, teólogos e autores de três religiões, duas delas cada vez mais dominantes desde…
 
Esta é a primeira conversa da nossa segunda memória, dedicada à polarização. O que acontecerá às nossas polémicas quando já ninguém se lembrar delas? Quando já ninguém entender o significado das palavras com que tanta energia gastamos, tanto fôlego perdemos? É pergunta que me faço desde que fui para a Torre do Tombo pesquisar relatórios da censura …
 
Esta é a quinta e última conversa da nossa primeira memória, sobre o fanatismo. Al Farabi define os seres humanos como “os membros daquela espécie na qual não conseguem cumprir com aquilo de que necessitam sem viverem juntos em muitas associações num único lar”. Essas “associações dos humanos” são: “as aldeias, os bairros, as cidades, os conjuntos …
 
Esta é a quarta conversa da nossa primeira memória, sobre o fanatismo, dedicada ao filósofo medieval Al Farabi. Provavelmente Zaratustra não se terá pensado a si mesmo como o fundador de uma religião, mas mais como o sistematizador e simplificador de crenças antigas dos seus povos das estepes. Durante uma fase da sua vida, Zaratustra tentou persuad…
 
Esta é a terceira conversa da nossa primeira memória, sobre o fanatismo, dedicada ao filósofo medieval Al Farabi. O agora, agora e mais agora de Al Farabi era uma realidade de religiões encavalitadas umas nas outras, umas recentes que se viriam a tornar dominantes, outras antigas que viriam a quase desaparecer, impérios em fluxo e refluxo, batalhas…
 
Esta é a segunda conversa da nossa primeira memória, sobre o fanatismo. O conceito de nacionalidade era no tempo de Al Farabi ainda mais fluido do que na nossa — ele pode de facto ter sido sogdiano, persa, turco e ainda outras coisas ao mesmo tempo e de maneiras diferentes — e sobretudo jamais seria capaz de corresponder às expectativas do nacional…
 
Esta é a primeira conversa da nossa primeira memória, sobre o fanatismo. Por volta do ano 900, um homem viajava pelos caminhos da Ásia Central, certamente ao longo de uma das várias estradas a que coletivamente damos o nome de Rota da Seda. Viajava a pé, a cavalo ou de camelo. Provavelmente integrado num grupo, mas não sabemos se integrou esse grup…
 
Agora, agora e mais agora é um podcast de histórias da história para tempos de quarentena. Baseado num livro em progresso com o mesmo título, de Rui Tavares, Agora, agora e mais agora percorrerá mil anos de história europeia e global tendo por objectivo actualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspectiva histórica os dilemas das p…
 
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