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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias. Sua obra compreende além de poemas, textos publicitários, crônicas, livros escolares e poesias satíricas. Foi considerado na sua época, o "Príncipe dos Poetas Brasileiros".Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a maior liderança e expressão do Parnasianismo no Brasil, constituindo a chamada Tríade ...
 
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias. Sua obra compreende além de poemas, textos publicitários, crônicas, livros escolares e poesias satíricas. Foi considerado na sua época, o "Príncipe dos Poetas Brasileiros".Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a mai ...
 
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Sagres de Olavo Bilac Por Gus "Acreditavam os antigos celtas, do Guadiana espalhados até a costa, que, no templo circular do Promontório Sacro, se reuniam à noite os deuses, em misteriosas conversas com esse mar cheio de enganos e tentações." OL. MARTINS. - Hist. de Portugal. Em Sagres. Ao tufão, que se desencadeia, A água negra, em cachões, se pre…
 
Bilhetes para o meu espectáculo a solo, 141.6: https://tinyurl.com/carapeto1416 O episódio deste ano é com Rui Iggy, comediante que anda a fazer a primeira parte do meu espectáculo e que tem muitas coisas a dizer. No dia que lanço este episódio, acabam de lhe assaltar o carro. Pelo que peço aos meliantes que se entreguem às autoridades. Falámos de …
 
Página Vazia de Euclides da Cunha por Gilles Quem volta da região assustadora De onde eu venho, revendo, inda na mente, Muitas cenas do drama comovente De guerra despiedada e aterradora. Certo não pode ter uma sonora Estrofe ou canto ou ditirambo ardente Que possa figurar dignamente Em vosso álbum gentil, minha senhora. E quando, com fidalga gentil…
 
Tirana de Castro Alves por Mell "MINHA MARIA é bonita, Tão bonita assim não há; O beija-flor quando passa Julga ver o manacá. "Minha Maria é morena, Corno as tardes de verão; Tem as tranças da palmeira Quando sopra a viração. "Companheiros! o meu peito Era um ninho sem senhor; Hoje tem um passarinho P'ra cantar o seu amor. "Trovadores da floresta! …
 
Vendaval de Fernando Pessoa Declamado por Gus Ó vento do norte, tão fundo e tão frio, Não achas, soprando por tanta solidão, Deserto, penhasco, coval mais vazio Que o meu coração! Indómita praia, que a raiva do oceano Faz louco lugar, caverna sem fim, Não são tão deixados do alegre e do humano Como a alma que há em mim! Mas dura planície, praia atr…
 
Na margem de Castro Alves por Mell "VAMOS! VAMOS! Aqui por entre os juncos Ei-la a canoa em que eu pequena outrora Voava nas maretas... Quando o vento, Abrindo o peito à camisinha úmida, Pela testa enrolava-me os cabelos, Ela voava qual marreca brava No dorso crespo da feral enchente! Voga, minha canoa! Voga ao largo! Deixa a praia, onde a vaga mor…
 
O cego e a guitarra de Fernando Pessoa por Gus O ruído vário da rua Passa alto por mim que sigo. Vejo: cada coisa é sua Oiço: cada som é consigo. Sou como a praia a que invade Um mar que torna a descer. Ah, nisto tudo a verdade É só eu ter que morrer. Depois de eu cessar, o ruído. Não, não ajusto nada Ao meu conceito perdido Como uma flor na estrad…
 
Os Versos Que Te Fiz de Florbela Espanca por Mell Deixa dizer-te os lindos versos raros Que a minha boca tem pra te dizer! São talhados em mármore de Paros Cinzelados por mim pra te oferecer. Têm dolências de veludos caros, São como sedas brancas a arder... Deixa dizer-te os lindos versos raros Que foram feitos pra te endoidecer! Mas, meu Amor, eu …
 
Inania verba de Olavo Bilac por Gus Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava, O que a boca não diz, o que a mão não escreve? Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve, Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava... O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve... E a Palavra pesada aba…
 
Em uma tarde de outono de Olavo Bilac por Mell Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto. Outono... Rodopiando, as folhas amarelas Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto... Por que, belo navio, ao clarão das estrelas, Visitaste este mar inabitado e morto, Se logo, ao vir do vento, abriste ao v…
 
Ao Luar de Augusto dos Anjos por Gilles Quando, à noite, o Infinito se levanta À luz do luar, pelos caminhos quedos Minha tátil intensidade é tanta Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos! Quebro a custódia dos sentidos tredos E a minha mão, dona, por fim, de quanta Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos, Todas as coisas íntimas suplanta!…
 
O Oitavo Pecado de Olavo Bilac por Gilles Vivendo para a morte, alegre da tristeza, Temendo o fogo eterno e a danação sulfúrea, Gelaste no cilício, em ascética fúria, A alma ridente, o sangue em esto, a carne acesa. Foste mártir e herói da própria natureza. Intacto de ambição, de desejo ou de injúria, Para ganhar o céu, venceste a ira, a luxúria, A…
 
NATAL de Auta de Sousa declamado por Gus É meia noite … O sino alvissareiro, Lá da igrejinha branca pendurado, Como num sonho místico e fagueiro, Vem relembrar o tempo do passado. —- Ó velho sino, ó bronze abençoado, Na alegria e na mágoa companheiro! Tu me recordas o sorrir primeiro De menino Jesus imaculado. —– E enquanto escuto a tua voz dolente…
 
A Lagartixa de Álvares de Azevedo declamado por Gilles A lagartixa ao sol ardente vive E fazendo verão o corpo espicha: O clarão de teus olhos me dá vida, Tu és o sol e eu sou a lagartixa. Amo-te como o vinho e como o sono, Tu és meu copo e amoroso leito... Mas teu néctar de amor jamais se esgota, Travesseiro não há como teu peito. Posso agora vive…
 
Para quê?! de Florbela Espanca declamado por Gilles Tudo é vaidade neste mundo vão... Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada! E mal desponta em nós a madrugada, Vem logo a noite encher o coração! Até o amor nos mente, essa canção Que o nosso peito ri à gargalhada, Flor que é nascida e logo desfolhada, Pétalas que se pisam pelo chão!... Beijos de amor! …
 
Não sei quantas almas tenho de Fernando Pessoa declamado por Mell Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É d…
 
Primavera de Olavo Bilac declamado por Mell Ah! quem nos dera que isto, como outrora, Inda nos comovesse! Ah! quem nos dera Que inda juntos pudéssemos agora Ver o desabrochar da primavera! Saíamos com os pássaros e a aurora. E, no chão, sobre os troncos cheios de hera, Sentavas-te sorrindo, de hora em hora: “Beijemo-nos! amemo-nos! espera!” E esse …
 
Velhinha de Florbela Espanca declamado por Mell Se os que me viram já cheia de graça Olharem bem de frente para mim, Talvez, cheios de dor, digam assim: “Já ela é velha! Como o tempo passa!...” Não sei rir e cantar por mais que faça! Ó minhas mãos talhadas em marfim, Deixem esse fio de oiro que esvoaça! Deixem correr a vida até o fim! Tenho vinte e…
 
A Caçada de Francisca Júlia declamado por Mell Ao mirante gentil de construção bizarra Acabou de subir naquele mesmo instante Em que o seu noivo foi à caça; e, palpitante, Lá fora cuida ouvir os sons de uma fanfarra. E, ao mesmo tempo ouvindo o selvagem descante Que, entre as folhas, sibila a estrídula cigarra, Ela vai ler a carta onde o seu noivo …
 
A um violinista de Olavo Bilac Declamado por Gus Quando do teu violino, as asas entreabrindo Mansamente no espaço , iam-se as notas quérulas, Anjos de olhos azuis, às duas mãos partindo Os seus cofres de pérolas, Minhas crenças de amor, esquecidas em calma No fundo da memória, ouvindo-as recebiam Novo alento, e outra vez do oceano de minh’alma, Arq…
 
Vaidade de Florbela Espanca declamado por Gus Sonho que sou a Poetisa eleita, Aquela que diz tudo e tudo sabe, Que tem a inspiração pura e perfeita, Que reúne num verso a imensidade! Sonho que um verso meu tem claridade Para encher todo o mundo! E que deleita Mesmo aqueles que morrem de saudade! Mesmo os de alma profunda e insatisfeita! Sonho que…
 
Presságio de Fernando Pessoa declamado por Gus O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar pra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente… Cala: parece esquecer… Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse Pra saber que a estão a …
 
Só de Olavo Bilac declamado por Mell Este, que um deus cruel arremessou à vida, Marcando-o com o sinal da sua maldição, Este desabrochou como a erva má, nascida Apenas para aos pés ser calcada no chão. De motejo em motejo arrasta a alma ferida... Sem constância no amor, dentro do coração Sente, crespa, crescer a selva retorcida Dos pensamentos maus…
 
O guardador de rebanhos de Fernando pessoa declamado por Gus Eu nunca guardei rebanhos, Mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, Conhece o vento e o sol E anda pela mão das Estações A seguir e a olhar. Toda a paz da Natureza sem gente Vem sentar-se a meu lado. Mas eu fico triste como um pôr de sol Para a nossa imaginação, Quando esf…
 
Egito de Francisca Júlia declamado por Mell No ar pesado, nenhum rumor, o menor grito; Nem no chão calvo e seco o mais pequeno adorno; Um velho ibe somente arranca um raro piorno Que cresce pelos vãos das lájeas de granito. A aura branda, que vem do deserto infinito, Arrepia, ao de leve, a água do Nilo, em torno. Corre o Nilo, a gemer, sob um calor…
 
Amor que morre de Florbela Espanca Declamado por Mell O nosso amor morreu... Quem o diria! Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta. Ceguinha de te ver, sem ver a conta Do tempo que passava, que fugia! Bem estava a sentir que ele morria... E outro clarão, ao longe, já desponta! Um engano que morre... e logo aponta A luz doutra miragem fugidia... Eu b…
 
A Florista - Francisca Júlia Declamado por Gus Suspensa ao braço a grávida corbelha, Segue a passo, tranqüila... O sol faísca... Os seus carmíneos lábios de mourisca Se abrem, sorrindo, numa flor vermelha. Deita à sombra de uma árvore. Uma abelha Zumbe em torno ao cabaz... Uma ave, arisca, O pó do chão, pertinho dela, cisca, Olhando-a, às vezes, tr…
 
Amor Algébrico de Euclides da Cunha Acabo de estudar – da ciência fria e vã, O gelo, o gelo atroz me gela ainda a mente, Acabo de arrancar a fronte minha ardente Das páginas cruéis de um livro de Bertrand. Bem triste e bem cruel decerto foi o ente Que este Saara atroz – sem aura, sem manhã, A Álgebra criou – a mente, a alma mais sã Nela vacila e ca…
 
Aniversário de Alvaro de Campos - Poema declamado por Mell No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu tinha a grande s…
 
Vencedor de Augusto dos Anjos Toma as espadas rútilas, guerreiro, E à rutilância das espadas, toma A adaga de aço, o gládio de aço, e doma Meu coração – estranho carniceiro! Não podes?! Chama então presto o primeiro E o mais possante gladiador de Roma. E qual mais pronto, e qual mais presto assoma Nenhum pôde domar o prisioneiro. Meu coração triunf…
 
Quantas vezes, em sonho, as asas da saudade Solto para onde estás, e fico de ti perto! Como, depois do sonho, é triste a realidade! Como tudo, sem ti, fica depois deserto! Sonho... Minha alma voa. O ar gorjeia e soluça. Noite... A amplidão se estende, iluminada e calma: De cada estrela de ouro um anjo se debruça, E abre o olhar espantado, ao ver pa…
 
A avenida das lágrimas de Olavo Bilac Quando a primeira vez a harmonia secreta De uma lira acordou, gemendo, a terra inteira, Dentro do coração do primeiro poeta Desabrochou a flor da lágrima primeira. E o poeta sentiu os olhos rasos de água; Subiu-lhe à boca, ansioso, o primeiro queixume: Tinha nascido a flor da Paixão e da Mágoa, Que possui, como…
 
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