Como Bolsonaro agrupa seu exército virtual contra a urna eletrônica?

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O presidente Jair Bolsonaro já não usa meias palavras para lançar ameaças de que não haverá eleição para presidente em 2022 caso o sistema de votação com a urna eletrônica seja mantido. No domingo, do Palácio da Alvorada, passou essa mensagem pelas redes sociais aos seus apoiadores, reunidos em várias capitais, com a bandeira do voto impresso e palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e, especialmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seu presidente, o ministro Luís Roberto Barroso. A resposta institucional veio na segunda-feira. Primeiro, por meio de uma nota conjunta, assinada pela cúpula do TSE e por todos os presidentes que comandaram a Corte eleitoral desde 1988, em defesa do atual sistema de votação. Depois, à noite, o TSE aprovou, por unanimidade, duas medidas importantes. Abriu um inquérito administrativo para apurar os ataques sem provas à urna eletrônica. E pediu ao STF que o caso seja analisado no inquérito das fakenews, sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Os ministros investigarão se Bolsonaro, numa live na semana passada, na qual prometia provar fraude na urna eletrônica, o que não fez, teve possível conduta criminosa. Ainda assim, mesmo sem nenhuma prova, o presidente agrupa cada vez mais seus aliados em torno desse tema. E seus apoiadores deixam de lado, por exemplo, o abraço de Bolsonaro ao Centrão, o grupo político que agora ocupa, com o senador Ciro Nogueira, a segunda cadeira mais importante do Planalto: a chefia da Casa Civil. No Ao Ponto desta terça-feira, o colunista Pablo Ortellado, professor de gestão de políticas pública da USP, analisa de que forma as teorias conspiratórias sobre o sistema de votação mobilizam o apoio ao presidente nas redes. O repórter Bruno Góes conta como o governo atua para reverter a mobilização dos partidos contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode reintroduzir o voto impresso no país.

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