Anti-vaxxers, lockdowns e a tensão social na Europa

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Uma orgia de violência. Foi assim que o prefeito de Roterdã classificou a ação de manifestantes que foram às ruas da cidade holandesa protestar contra restrições adotadas para conter o avanço da Covid-19. Após a Holanda atingir o pico de novos casos desde o início da pandemia, a queima de fogos do reveillon foi suspensa pelo segundo ano consecutivo, e o funcionamento de bares e academias sofre restrições. Com um pouco mais de 72% de toda população vacinada, a Holanda é um dos países com o maior crescimento de casos da doença na Europa. A situação é ainda mais preocupante na Áustria, que se tornou o primeiro país da Europa a voltar com o lockdown nacional para enfrentar a doença. O governo austríaco resolveu adotar medidas ainda mais duras para enfrentar a quarta onda de infecções, que faz com que a Europa seja o único continente em que as mortes crescem neste momento. Os especialistas são unânimes em afirmar que na Áustria, assim como na Holanda, na Alemanha, na Bélgica, na França ou na Letônia, a população vacinada paga o preço pela resistência de quem recusa a imunização. Apenas 60% dos letões estão vacinados, enquanto a média da União Europeia é de 75%. Na Áustria, estimulados pelo Partido da Liberdade, de extrema-direita, milhares de pessoas foram às ruas de Viena protestar contra a vacinação obrigatória, que deve entrar em vigor a partir de primeiro de fevereiro de 2022. A Organização Mundial da Saúde alertou que a Europa pode registrar, até março, 700 mil novas mortes pela Covid. E o ministro da Saúde da Alemanha fez um apelo para que mais gente se vacine, segundo ele, ao final do inverno, o país estará dividido entre os vacinados, os recuperados e os mortos. No Ao Ponto desta quarta-feira, a repórter Viviam Oswald, radicada em Londres, fala sobre os estragos causados pela resistência a vacinação. Ela ainda analisa de que forma o continente se fecha, cada vez mais, as pessoas que rejeitam o imunizante.

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