Artes - Marca portuguesa  vai “desfilar” numa atípica Semana da Moda de Paris

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Paris volta a receber a Semana da Moda, mas esta vai ser atípica, com os desfiles a acontecerem na internet. A marca portuguesa Ernest W. Baker, co-fundada pela dupla Inês Amorim e Reid Baker, faz parte do calendário oficial, ao lado de nomes como a Louis Vuitton, a Chanel ou a Hermès. Inês Amorim conta-nos os bastidores da criação da colecção e, em plena pandemia de covid-19, convida-nos a pensar numa outra forma de consumir moda. A marca Ernest W. Baker, co-fundada pela dupla Inês Amorim e Reid Baker, vai estrear-se num calendário oficial de uma das mais prestigiadas Semanas da Moda do mundo, a Paris Fashion Week. Porém, esta é uma edição diferente e vai acontecer online de 9 a 13 de Julho, devido à pandemia de covid-19. O percurso da portuguesa Inês Amorim e do norte-americano Reid Baker começou a ganhar projecção, em França, em 2018, quando a sua marca, a Ernest W. Baker, ficou entre os 20 semifinalistas dos prémios LVMH, o grupo francês que inclui marcas como Louis Vuitton, Céline e Christian Dior. Desde então, a Ernest W. Baker tem estado nas Semanas da Moda de Paris em “showrooms”, mas agora entram no calendário oficial e é mais uma vitória. “Foi muito importante para nós porque foi para isto que trabalhámos. Foi sempre o nosso objectivo e é muito importante. É dos mais prestigiados calendários da moda”, explica Inês Amorim. Para esta atípica Semana da Moda Masculina de Paris, Inês e Reid escolheram enviar um vídeo de apresentação da identidade da marca que vai passar no “site” oficial da Paris Fashion Week a 10 de Julho. À imagem da marca, inspirada na identidade dos próprios criadores, a colecção primavera/verão 2021 é um cruzamento entre duas culturas, a europeia e a americana, e inspira-se na infância. “É uma mistura entre a parte europeia, as vivências em Portugal, a família que também está presente nas nossas vidas, nas nossas peças e nas colecções, e também é uma mistura com os Estados Unidos que é onde o Reid nasceu. São influências dessas duas culturas, europeia e americana. Esta colecção é bastante inspirada na infância e os tons são bastante suaves, tem detalhes como bordados, são peças feitas à mão e tudo é feito em Portugal”, descreve. As peças da colecção foram preparadas em tempos de confinamento, com muitas pessoas a trabalharem a partir de casa, com malhas feitas à mão, reutilização de tecidos e modelos. “Foi um desafio e a colecção é mais pequena, mas aproveitámos o desafio para fazer uma colecção de uma forma diferente, mas na mesma linha.” De um modo geral, pode haver uma moda pós-confinamento, mais sustentável? Inês Amorim espera que sim e que “as pessoas pensem duas vezes na marca que compram, naquilo que consomem e tentem diminuir o guarda-roupa e comprar a marca certa em que sabem onde as peças foram confeccionadas”. Além disso, “é importante reutilizar” e “apoiar as marcas mais pequenas que tentam fazer o melhor produto possível e que seja para a vida toda”.

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