Cafezinho 407 – A teoria do valor subjetivo

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Há seis anos coloquei um apartamento à venda em Alphaville. É um ótimo apartamento de 63 metros quadrados que coloquei à venda por 420 mil reais na época, hoje está por 320 mil e não aparece ninguém pra comprar. Semana passada apareceu uma proposta. A pessoa perguntou se eu aceitaria um automóvel como parte do pagamento. Eu disse que sim. Ela então mandou a foto. Um Land Rover no valor de 300 mil reais. Trocar um apartamento por um automóvel, cara? Como assim? E ontem, andando pelo Shopping, vi nas lojas camisas e bermudas por 500 reais… uma gravata por 700 reais! Pois é… mas essa minha perplexidade está aí do seu lado, em todos os momentos de sua vida. É um tal de valor subjetivo…

Existe um livro precioso chamado Princípios de Economia Política, escrito por Carl Menger, que foi publicado em 1871. É uma obra revolucionária ao apresentar uma abordagem inovadora para a análise da economia. Para quem não é do ramo, é obra excelente para introdução ao raciocínio econômico. Menger ajudou a compreender as bases da Teoria da Utilidade Marginal, que refutou a teoria do mais-valia, o valor-trabalho, de Karl Marx. Sim, essa mesma na qual seu primo e o professor de história acreditam.

Um bem é algo que tem utilidade para satisfazer alguma de nossas necessidades. Um lápis é um bem que me satisfaz a necessidade de desenhar meus cartuns. O lápis é um bem material, consigo pegá-lo na mão, observar seus atributos e calcular seu valor com base na matéria prima utilizada, na tecnologia empregada na fabricação, na origem, na marca, etc. Um bem imaterial é diferente. A qualidade do bem imaterial são propriedades que imaginamos.

Gostou dessa novidade? Pois é... só que estou falando de ideias de mais de 150 anos atrás, que já tratavam daquilo que aquele seu professor ou palestrante genial falou na semana passada, usando o Google, a Apple, a Uber e Elon Musk como exemplos…

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