Ciência - “A vacina é das coisas mais seguras que há”

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Em França, arrancou esta terça-feira a vacinação dos adolescentes contra a Covid-19. Esta nova fase de vacinação acontece numa altura em que a variante Delta, considerada mais contagiosa que as outras, representa 2 a 4% das infecções em França e quando o Reino Unido decidiu adiar o desconfinamento total devido ao aumento de casos. O médico Jaime Nina insiste que “a vacina é das coisas mais seguras que há” e explica porquê nesta entrevista. A partir desta terça-feira, todos os adolescentes com idades entre os 12 e os 17 anos também podem ser vacinados contra a covid-19 em França. Até que ponto há o recuo necessário para vacinar crianças e adolescentes e quais são os riscos? Estas foram algumas das questões que colocámos ao médico Jaime Nina. "A vacina é das coisas mais seguras que há. O risco mede-se em casos por dezenas de milhares de pessoas vacinadas. O número de mortos pela vacina no mundo é comparável ao número de pessoas que morreram apanhadas por meteoritos. Deixa de ir à rua com medo de apanhar um meteorito na cabeça?", começa por exemplificar. Jaime Nina reitera que não se lembra de "nenhuma vacina com efeitos adversos a longo prazo" porque "ou são efeitos a curto prazo ou não existem". "Não há nenhum motivo para pensar que estas vacinas são diferentes." Quanto à nova variante, Delta, o médico diz que "aparentemente" não quebra o efeito protector das vacinas porque "ainda estão a decorrer os estudos". Ainda assim, verifica-se "um pequeno aumento de transmissão" desta variante. Apesar de a população, em algumas partes do mundo, estar cada vez mais vacinada, tem havido um aumento de casos. Porquê? Para já, trata-se simplesmente do "aumento de casos detectados e notificados", algo que tem a ver com o rastreio mais eficaz. Depois, o próprio desconfinamento implica um aumento de casos porque há "aumento de contactos e aumento das possibilidades de transmissão". De qualquer forma, "a vacinação está a ter um impacto enorme sobre a mortalidade": "Em Portugal e na generalidade dos países começou-se por vacinar os mais velhos que era os que morriam. Enquanto o número de casos diminuiu, sei lá, de 70 a 80 %, o número de mortes diminuiu 95, 97, 98%. Portanto, houve uma diminuição drástica do número de mortes. Eu vejo no meu serviço: os doentes idosos que estão graves e que estão internados são doentes que se recusaram a ser vacinados ou que não foram vacinados por outro motivo qualquer."

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