Ciência - Hospitais de Angola com falta de sangue

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As unidades hospitalares de Angola debatem-se actualmente com uma redução drástica do número de dadores de sangue, numa altura em que o país regista um surto de malária e dengue. O número de transfusões aumentou de tal forma, que muitos hospitais não conseguem dar sangue a todos os pacientes e muitos acabam por não resistir. O médico pediatra angolano, Adriano Manuel, reconhece que as autoridades concentraram, nos últimos tempos, todos os esforços na pandemia de Covid-19 e esqueceram a malária, que continua a ser uma das principais causas de morte no país. "Praticamente não há sangue nos centros hospitalares de Angola, porque durante este período fomos atingidos por uma crise de malária. Uma das grandes consequências da malária é a destruição de glóbulos vermelhos e daí um elevado número de doentes a precisar de transfusões de sangue", explicou. A crise sanitária provocada pelo Covid-19, o aumento do desemprego e a má nutrição são factores que reduziram o número de dadores em Angola. "As pessoas para doarem sangue tem de ter saúde e para ter saúde tem de comer bem. Para isso acontecer, o governo tem de comparticipar com a cesta básica", argumentou. Adriano Manuel acusa ainda o Estado angolano de não ter uma política que incentive a população a doar sangue de forma espontânea. "O governo tem de incentivar as pessoas a doar sangue. Hoje as pessoas doam sangue para os seus respectivos familiares, ninguém de livre e espontânea vontade vai doar sangue. Então o governo tem de traçar políticas que mobilizem a população a doar sangue", concluiu.

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