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Cimeira Africana do Clima quer futuro sustentável para continente

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Decorre até quarta-feira, 6 de Setembro, a primeira Cimeira Africana do Clima sob o tema "impulsionar o crescimento verde e soluções de financiamento para África e o mundo".

Estão reunidos mais de 15.000 participantes na Cimeira do Clima de África, que decorre em Nairobi, para tentar criar colaborações internacionais e moldar um futuro sustentável para África.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu esta terça-feira, 5 de Setembro, que os países desenvolvidos cumpram as promessas no combate à crise climática, que atinge de forma desproporcional o continente africano.

"Este continente emite apenas quatro por cento das emissões globais, mas sofre alguns dos piores efeitos do aumento das temperaturas globais: calor extremo, inundações implacáveis e dezenas de milhares de mortes devido a secas devastadoras", afirmou António Guterres no seu discurso de abertura no segundo dia da cimeira, co-organizada pelo governo queniano e pela União Africana (UA).

Durante a 27.ª Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP27), em Sharm el-Sheikh, no Egipto, foi aprovado o acordo para um fundo de perdas e danos associados aos impactos da crise climática. Os países desenvolvidos prometeram destinar 100 mil milhões de dólares por ano aos países em desenvolvimento, o que deveria permitir às nações africanas garantir acesso a electricidade verde, a preços acessíveis e criar sistemas de alerta precoce para fenómenos meteorológicos extremos.

"O tema da cimeira é sugestivo porque o objectivo é impulsionar o pensamento verde e encontrar soluções financeiras para o clima. É preciso passar em revista tudo o que foi feito. Os países africanos querem mudar de paradigmas, exigindo mais discussão para encontrar soluções para o financiamento climático", descreve o secretário-geral da Rede ambiental Maiombe, Rafael Neto, que integra a delegação angolana em Nairobi.

"Os países desenvolvidos não cumprem as promessas climáticas. Falta cumprirem os compromissos assumidos no Acordo de Paris e faltam acções práticas. Os países africanos exigem que os países desenvolvidos saiam da teoria para a prática", defende o secretário-geral da Rede ambiental Maiombe.

No ano passado, o continente africano registou 80 acontecimentos relacionados às alterações climáticas que tiraram a vida a 5000 pessoas, afectaram 110 milhões de pessoas e provocaram danos económicos na ordem dos 8000 milhões de euros, aponta um relatório da Organização Meteorológica Mundial. As cheias e as secas são as maiores responsáveis pelos impactos no continente africano.

No final da cimeira, que decorre até amanhã, quarta-feira, e que conta com a presença de mais de 20 chefes de Estado e de Governo africanos, bem como de líderes de outras regiões do mundo e de organizações internacionais, está prevista a adopção da chamada “Declaração de Nairobi”, um documento que procura articular uma posição comum africana para diferentes fóruns globais.

Os participantes querem ter uma perspectiva unificada do continente para a sua participação na cimeira do clima COP28, no Dubai, marcada para o final do ano, na Assembleia Geral da ONU, perante o Grupo dos Vinte (G20, bloco de economias ricas e em desenvolvimento) ou junto das instituições financeiras internacionais.

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Estão reunidos mais de 15.000 participantes na Cimeira do Clima de África, que decorre em Nairobi, para tentar criar colaborações internacionais e moldar um futuro sustentável para África.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, exigiu esta terça-feira, 5 de Setembro, que os países desenvolvidos cumpram as promessas no combate à crise climática, que atinge de forma desproporcional o continente africano.

"Este continente emite apenas quatro por cento das emissões globais, mas sofre alguns dos piores efeitos do aumento das temperaturas globais: calor extremo, inundações implacáveis e dezenas de milhares de mortes devido a secas devastadoras", afirmou António Guterres no seu discurso de abertura no segundo dia da cimeira, co-organizada pelo governo queniano e pela União Africana (UA).

Durante a 27.ª Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP27), em Sharm el-Sheikh, no Egipto, foi aprovado o acordo para um fundo de perdas e danos associados aos impactos da crise climática. Os países desenvolvidos prometeram destinar 100 mil milhões de dólares por ano aos países em desenvolvimento, o que deveria permitir às nações africanas garantir acesso a electricidade verde, a preços acessíveis e criar sistemas de alerta precoce para fenómenos meteorológicos extremos.

"O tema da cimeira é sugestivo porque o objectivo é impulsionar o pensamento verde e encontrar soluções financeiras para o clima. É preciso passar em revista tudo o que foi feito. Os países africanos querem mudar de paradigmas, exigindo mais discussão para encontrar soluções para o financiamento climático", descreve o secretário-geral da Rede ambiental Maiombe, Rafael Neto, que integra a delegação angolana em Nairobi.

"Os países desenvolvidos não cumprem as promessas climáticas. Falta cumprirem os compromissos assumidos no Acordo de Paris e faltam acções práticas. Os países africanos exigem que os países desenvolvidos saiam da teoria para a prática", defende o secretário-geral da Rede ambiental Maiombe.

No ano passado, o continente africano registou 80 acontecimentos relacionados às alterações climáticas que tiraram a vida a 5000 pessoas, afectaram 110 milhões de pessoas e provocaram danos económicos na ordem dos 8000 milhões de euros, aponta um relatório da Organização Meteorológica Mundial. As cheias e as secas são as maiores responsáveis pelos impactos no continente africano.

No final da cimeira, que decorre até amanhã, quarta-feira, e que conta com a presença de mais de 20 chefes de Estado e de Governo africanos, bem como de líderes de outras regiões do mundo e de organizações internacionais, está prevista a adopção da chamada “Declaração de Nairobi”, um documento que procura articular uma posição comum africana para diferentes fóruns globais.

Os participantes querem ter uma perspectiva unificada do continente para a sua participação na cimeira do clima COP28, no Dubai, marcada para o final do ano, na Assembleia Geral da ONU, perante o Grupo dos Vinte (G20, bloco de economias ricas e em desenvolvimento) ou junto das instituições financeiras internacionais.

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