Varíola dos macacos: OMS alerta para novas infecções

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A Organização Mundial da Saúde disse esta terça-feira, 24 de Maio, que foram identificados 131 casos de varíola dos macacos, desde o ressurgimento da doença no início do mês de Maio. Há ainda outros 106 casos suspeitos e a OMS acredita que novas infecções vão surgir nos próximos tempos. A Organização Mundial da Saúde avança que foram identificados 131 casos de varíola dos macacos, desde o ressurgimento da doença no início do mês de Maio. Há ainda outros 106 casos suspeitos e a OMS acredita que novas infecções vão surgir nos próximos tempos. Apesar do pico de infecções, em mais de dez países, a OMS considera que a situação permanece “controlável”, porém aconselha as pessoas a manterem-se informadas junto das autoridades de saúde nacionais, sobre a extensão do surto na sua comunidade, sintomas e prevenção. Em entrevista à RFI, Ricardo Mexia, médico de saúde pública em Portugal, refere que a varíola do macaco, uma doença viral observada até agora em África, não é nova, todavia admite que a grande questão é “a disseminação maior da doença em pessoas que não têm história de viagem ao continente africano”. O primeiro caso humano foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços intensos para eliminar a varíola. A varíola dos macacos transmite-se através do contacto com um animal ou com uma pessoa infectada ou com material que esteja contaminado. A transmissão entre humanos ocorre principalmente através de grandes gotículas respiratórias, sendo para isso necessário um contacto prolongado, mas também através de fluidos corporais. Ricardo Mexia explica que os sintomas da doença são “cefaleias, febre, cansaço, depois as pessoas acabam por ter uns gânglios aumentados nas axilas e a doença evoluiu para as lesões na pele, erupção cutânea”. Muitos casos foram relatados entre a comunidade homossexual, a OMS defende a importância de tentar evitar a transmissão sexual da doença. Numa altura em que o foco e rota de contágio da varíola dos macacos ainda não foram estabelecidos, o médico de saúde pública alerta para a importância de se reforçarem os sistemas de vigilância. “É fundamental reforçar os sistemas de vigilância e tentar perceber junto dos doentes o que há em comum para assim conseguirmos identificar a via de transmissão”, justificou. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a maioria das pessoas infectadas com a varíola dos macacos recuperam em poucas semanas, porém o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças admite que as pessoas imunocomprometidas estão especialmente em risco de ter doença grave provocada por este vírus.

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