Interser #5 | Processos genocidas e etnocidas: por que não olhamos? (com Helena Palmquist)

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Para a presente edição do Interser, temos a alegria de receber a jornalista e antropóloga Helena Palmquist. A Helena defendeu em 2018 a dissertação de mestrado “Questões sobre genocídio e etnocídio indígena: a persistência da destruição” na Universidade Federal do Pará. Este texto, que pode ser acessado gratuitamente online, como toda a produção feita pela universidade pública brasileira, foi a base da conversa que gravamos no dia 06/08/2020. Além de discutir o caso brasileiro – que não foi relegado ao passado, mas segue sendo praticado em pleno 2020, inclusive na resposta do atual governo à pandemia da covid – a Helena nos falou também sobre a origem deste conceito, e também do de etnocídio. Usando outros exemplos, falou sobre conjunto de fatores que ocasionam estes processos por meio do qual se busca levar à destruição um grupo e seu um modo de vida. Nossa aspiração é que uma conversa sobre estes fatores sem os quais não ocorrem genocídios – discursos de desumanização, racismo, proibição de práticas culturais, havendo também, ao menos no caso do Brasil, um avanço sobre as terras, atualmente por parte do agronegócio e da mineração – nos estimule não apenas a denunciar, mas a efetivamente avançar na construção, de baixo para cima, de um mundo cujos habitantes que não presumam que há apenas um modo de vida possível, que não busque assimilar a todo custo (para explorar) tudo aquilo que é diferente. Que nosso olhar saiba ver pessoas onde quer que haja pessoas, humanas e não-humanas. O título do episódio faz referência à uma frase na dissertação da Helena: “Os processos genocidas e etnocidas não são nunca silenciosos, são silenciados, escondidos, negados [...] São silenciosos para quem não está interessado em escutar.” Se você vê valor nas diferentes atividades que realizamos no Coemergência e se alegraria em apoiar a continuidade do projeto, estamos no apoia.se/coemergencia.

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