81: "Democracia em Vertigem" é ridículo - com Josias Teófilo e Panela

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Guten Morgen, Brasilien! A sobrevida da esquerda pós-impeachment, prisão de Lula e eleição de Bolsonaro depende de uma nova narrativa para jovens que pouco conhecem a história (e não ligam para corrupção ou criminalidade) e compram discursos fáceis. Nada melhor que um filme para isso: e a diretora Petra Costa, herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez, investigada na Lava-Jato, o faz com o filme "Democracia em Vertigem", uma viagem na maionese, literalmente, para inglês ver. Afinal, o público-alvo principal da película é o mercado externo, que tampouco conhece o que de fato se passou no Brasil nos últimos anos. "Democracia em Vertigem" é um filme de tônica simples: se o PT ganha eleições, ainda que financiando ditaduras e concentrando todo o poder nas suas mãos, é democracia. Se o PT perde, ainda que em eleições livres e sob imensa rejeição popular, é ditadura. O melhor ainda é que "Democracia em Vertigem" possui um adicional: a narrativa da luta de classes do PT original, modelo 89, sem riscos na fuselagem. E pode existir melhor documentação da apatetação da esquerda em relação à vida real do que Petra Costa, herdeira da Andrade Gutierrez, falando que "o povo" e "os trabalhadores" sofreram um duro golpe da elite e dos poderosos, enquanto Lula tirava milhões da miséria. Por que ela não abdicou da herança e deu tudo pra caridade?! Claro, tudo sem mostrar alguma imagem da Paulista intransitável com os milhões nas ruas pelo impeachment, sem falar em outras cidades. Aí, apenas ângulos fechados, como se fosse uma meia-dúzia de pessoas que desejasse o impeachment, além daquela litania mofada sobre Cunha, Temer (o "conservador"!) e "volta do autoritarismo". Para discutir o filiminho tão ruim de Petra Costa, chamamos um cineasta de verdade: Josias Teófilo, autor do grande "O Jardim das Aflições" (que já comentamos aqui no Guten Morgen). Além do time da Panela Produtora: Carlos de Freitas, Luciano Oliveira e Luigi Marnoto, nosso cozinheiro intelectual. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto, obviamente na Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasililen!

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