99: Da absurda incultura dos jornalistas

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Guten Morgen, Brasilien! Para animar uma semana de Carnaval, nada melhor do que unir dois temas queridos pelo público de nosso podcast: literatura e humor com a extensa e abissal incultura de nossos jornalistas! Para isso, chamamos novamente nosso sub-editor Carlos de Freitas para comentar uma maravilhosa frase de Hugo von Hofmannsthal: Nada acontece na política de um país que não esteja primeiro em sua literatura. Com esse dito genial de Hofmannsthal, aprendemos duas coisas básicas: que a imaginação moral e referencial do brasileiro é seriamente deficitária, muito mais do que a de países muito mais atrasados economicamente e assolados por péssima política do que o Brasil. E também que a cultura de nossos analistas políticos, que deveriam ser os guias culturais - jornalistas tomam a função de serem os arautos das coisas importantes para o povo - é uma lástima infernal. Ou seja: não temos referências, nem mesmo do que é belo, moral, verdadeiro, porque a classe falante não tem leitura. Apenas segue palavras cegas e abobadas, como "feminismo", "ataque" ou "fake news", sem nunca formar o mais básico silogismo. Sem juntar lé com cré. E formando gerações absolutamente incapazes de desvendar o que é verdade e o que é mentira em fatos óbvios da vida. Com base nisso, Carlos de Freitas e Flavio Morgenstern comentam, é claro, literatura grega antiga, porque ninguém é de ferro. E literatura alemã. E literatura austríaca. E a Primeira Guerra Mundial. E os conflitos lingüísticos na mitologia. E a CPMI das Fake News. E os textos de jornalistas cheios de erros de português se achando o máximo por citarem conceitos toscos de Michel Foucault. E, enfim, alta cultura com nosso admirável bom humor. A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien! --------------- Conheça a Livraria do Senso Incomum com títulos selecionados:

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