Intoxicação sistêmica por anestésico local

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Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar seguimos com um assunto sem fronteiras no mundo do conhecimento. Fazendo um trocadilho em inglês, “Being Unprepared for LAST Is the Last Thing Your Patients Need” –não estar preparado para uma intoxicação sistêmica por anestésico local (sigla LAST em inglês) é a ultima coisa que seu paciente precisa. Embora a incidência de toxicidade sistêmica por anestésico local (LAST) após uma anestesia regional ou local seja rara, esse evento adverso devastador permanece um perigo claro e presente, e que os anestesiologistas devem estar preparados para enfrentar, caso ocorra. Ao mesmo tempo, há uma sensação de que o risco pode ser exagerado e que não justificaria a despesa de manter uma solução emulsão lipídica disponível nas unidades. Isso motivou a um grupo de Hospital for Special Surgery a realizar uma busca no Premier Healthcare Database entre 2006 e 2016 entre pacientes submetidos à artroplastias de ombro, quadril ou total do joelho. Os pesquisadores identificaram a incidência de casos potenciais de LAST usando uma série de critérios, incluindo: CID-9 (Nona Revisão da Classificação Internacional de Doenças,) indicando evidência direta da complicação: intoxicação por anestésico local por bloqueio de plexo e nervo periférico; intoxicação por outros anestésicos locais não especificados); ou resultados substitutos, como convulsões e parada cardíaca, além de uma indicação no prontuário do uso de emulsões lipídicas de 10% e 20% no dia da cirurgia. Resultados apresentados congresso da Sociedade Americana de Anestesia Regional e Medicina da Dor (resumo 1123), os pesquisadores identificaram 323.555 pacientes que receberam um bloqueio de nervo periférico durante o período do estudo. Entre estes, a incidência geral de LAST foi de 0,17%. Para artroplastia de joelho e ombro, houve redução da ocorrência de LAST entre os anos de 2006 a 2016. De 0.76% em 2006 para 0.05% in 2016 na artroplastai de joelho. E na de ombro a incidência de 2006 era de 1.48%, chegando a 0% em 2016. Para a artroplastia total de quadril, por outro lado, as taxas acumuladas caíram de 0,97% para 0,1% em seu ponto mais baixo. Nos anos mais recentes, entretanto, as taxas individuais de parada cardíaca e o uso de emulsão lipídica aumentaram. Especificamente, a parada cardíaca entre pacientes com artroplastia de quadril aumentou de 0,03% em 2013 para 0,08% em 2016, enquanto o uso de emulsão lipídica aumentou de 0% no período de 2006-2015 para 0,01% em 2016. Embora a metodologia do estudo provavelmente superestima a incidência de LAST, a gravidade do efeito colateral, no entanto, merece atenção dos anestesiologistas. Se nos preocupamos com eventos como hematoma epidural, intubação difícil ou hipertermia maligna, precisamos estar preparados para as intoxicações por anestésicos locais também. Há necessidade de vigilância, escolha adequada da técnica que garanta mais segurança e a obrigatoriedade de permanecermos vigilantes e não desistir da idéia de que precisamos de soluções lipídicas e protocolos bem práticos para tratar um evento de LAST. Ative a notificação para ser informado quando um novo podcast for publicado e a qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br Escolha sua plataforma e ouça mais podcasts. Siga pelo Spotify, Deezer, Itunes, Google Podcasts, Soundcloud, Youtube e mais uma dezena de agregadores de podcast. Na medicina do conhecimento, você escolhe o player da sua preferência. É muito importante seu feedback. Compartilhe nas suas redes e deixe seu like. Isso aumenta a divulgação do projeto. Além disso, você pode entrar em contato conosco e sugerir o próximo tema! Fique ligado nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram Medicina do Conhecimento, afinal compartilhar é multiplicar!

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