1.875 Vidas | Natan Rufino

51:09
 
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O Perdão Impossível Mateus 18.23,24 23 Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24 E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Jesus deliberadamente optou por usar essa quantia exorbitante de dez mil talentos. O talento era a mais alta unidade monetária da época. Havia talentos de prata e ouro. Um talento de prata correspondia a 6 mil denários. O talento de ouro, por sua vez, valia pelo menos 30 vezes mais do que o de prata. Supondo que o talento da história contada por Jesus fosse de prata, que é o de menor valor, a dívida do homem equivaleria a 60 milhões de denários (10 mil talentos vezes 6 mil denários). Conhecedores do assunto dizem que um trabalhador comum na época de Jesus ganhava um denário por jornada diária de trabalho.Se um denário equivalia ao trabalho de um dia, e um ano judeu tinha 360 dias, podemos dizer que 60 milhões de denários divididos por 360 dias daria o total aproximado de 166 mil anos. Se fizermos as contas direitinho, veremos que o servo da história de Jesus precisaria trabalhar aproximadamente 150.000 anos (166 Mil para ser exato), ganhando essa quantia, para que pudesse pagar os dez mil talentos que devia àquele senhor. Veja bem, não seriam 150 anos, mas sim 150 mil anos! Como uma vida tem em média uns 80 anos, dividindo 150 mil anos por 80, teremos o resultado de 1.875 vidas de 80 anos! Esta é a quantidade de vidas que o homem precisaria viver até os 80 anos para conseguir pagar aquela dívida se economizasse um denário por dia. O que Jesus queria enfatizar é que aquele homem possuía uma dívida impossível de ser paga. Na parábola de Jesus esta dívida representa a dívida do homem para com Deus, simplesmente impossível de ser paga. Mateus 18.25,26 25 Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. 26 Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. Era uma dívida tão exorbitante, que, para tentar fazer que a dívida fosse paga, o rei ordenou a venda dele, da mulher e dos filhos como escravos, além da venda de tudo que ele possuía. O servo, então desesperado, ajoelhou-se diante do senhor. Jesus não diz apenas que o homem se ajoelhou, mas menciona o fato de que ele se ajoelhou com reverência. O homem não parecia ser um irresponsável e irreverente qualquer. Até o momento, este homem não apresenta qualquer traço de maldade, muito pelo contrário, parecia ser um pai de família responsável que se importava com o bem estar dos seus familiares. Quando ele se ajoelha reverentemente perante o rei, ele não o faz para pedir a anulação da dívida ou para dizer que seria impossível pagá-la, ou mesmo que a cobrança era injusta. Ele não pede para ser perdoado, ele pede paciência ao seu credor para poder pagar o que deve. Comovido com a situação dos seus familiares, não importando o quão utópica fosse a sua promessa, aquele homem se humilhou e pediu tempo para que pudesse tentar resolver a situação. A promessa do devedor de quitar a sua dívida era absolutamente impossível de ser cumprida, mas a sua atitude diante do rei tocou o coração do soberano. Mateus 18.27-30 27 E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. 28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. 29 Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. 30 Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. O que tocou o coração do rei não foi outra coisa senão a atitude comovente de humildade e reverência que o servo tomou. Mesmo que fosse impossível cumprir a promessa de quitar a dívida, sua atitude foi suficiente para que o rei tivesse compaixão da sua vida.

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