Cortes do Papo - O 'shark tank' de Bolsonaro

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Jair Bolsonaro está convicto de que a Febraban capitaneou a divulgação do tal manifesto "em defesa da democracia" da Fiesp. Para o presidente, o ataque de cunho eleitoral é uma reação a medidas de seu governo que desagradaram o setor -- a interlocutores, ele cita a MP que aumentou a CSLL cobrada dos bancos, uma nova CPMF e o PIX, que zerou o tarifaço sobre transações bancárias.

O almoço de hoje é uma tentativa de baixar a fervura e foi costurado pelo ministro Paulo Guedes, que já sentiu o bafo na nuca meses atrás quando players do setor pediram sua cabeça. Naquele momento em que a popularidade de Bolsonaro derretia, lideranças do Centrão no Congresso e vários ministros pressionaram o presidente para trocar o comando da Economia.

Um dos mais dedicados à tarefa foi Fábio Faria, das Comunicações, que mantém relação fluída com André Esteves, considerado atualmente o "todo poderoso" da Faria Lima. Os dois chegaram a sugerir a Bolsonaro a divisão da pasta, recriando o Ministério do Planejamento e sugerindo o nome de Rodrigo Maia para o posto -- o ex-presidente da Câmara sempre se empenhou na defesa dos interesses do setor.

O assédio diminuiu recentemente, com a recuperação de Bolsonaro nas pesquisas e a melhora da percepção sobre a economia. Mas permanece intacto o objetivo dos banqueiros de impedir novas derrotas. A blindagem de seus negócios inclui uma articulação de bastidor para turbinar a Confederação Nacional das Instituições Financeiras a partir de 2023.

A ideia é atrair sob o guarda-chuva da CNF (ou até de uma nova entidade) todas as instituições do setor, como fintechs, bancos digitais etc, aumentando o poder de lobby em Brasília. O orçamento para tais atividades seria de aproximadamente R$ 50 milhões. Rodrigo Maia comandaria o show.

O ex-deputado também é apoiado pelos mesmos atores a assumir a pasta da Economia (ou do Planejamento recriado) num eventual governo Lula, que, no Rio, atraiu César Maia para o palanque de Marcelo Freixo. Movimento que surpreendeu até petistas.

No almoço de hoje, Guedes deve levantar a bandeira branca, sinalizando com concessões, alertando para o retrocesso da agenda econômica de Lula e vendendo a ideia de que Bolsonaro tem chances reais de reeleição. Não será fácil.

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