#119 – Escuta Clima – Ep 3: Vulnerabilidade: desigualdade social e estruturas urbanas

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A alteração climática tem um forte componente que é a ação humana e que afeta direta e indiretamente sua própria espécie. No entanto, a forma que cada pessoa é atingida pelos desastres naturais causados e intensificados pelo aquecimento global é muito diferente. A vulnerabilidade é um fator determinado pela desigualdade social e isso fica claro ao analisar as estruturas urbanas, um fator decisivo para indicar se o indivíduo vai sobreviver ou não em um evento extremo. Essa é a primeira parte do tema Vulnerabilidade Humana frente às Mudanças Climáticas.

A série Escuta Clima é produzida pela Camila Ramos e está ligada ao curso de Especialização em Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) da Unicamp. O projeto tem o objetivo de divulgar as pesquisas e pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Mudanças Climáticas (INCT-MC) e é apoiado pela bolsa Mídia Ciência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Camila Ramos – “Twister”, “O dia depois de amanhã”, “O impossível”, “2012”. Você já assistiu algum desses filmes que retratam desastres naturais? É um tema que Hollywood adora e não vou negar que também amo esses filmes. Prendo a respiração nas cenas tensas e até choro nas cenas dramáticas. Mas morro de rir com a falta de realismo e com os efeitos especiais de qualidade questionável.

Se no cinema esses eventos extremos provocam emoções que vão da tristeza ao riso, no mundo real a situação é um pouco diferente. Furacões e tornados, terremotos e tsunamis e erupções vulcânicas acontecem de uma forma muito mais cruel, triste e devastadora que na ficção.

Você consegue se lembrar de algum exemplo de desastre que tenha ocorrido realmente? Para mim, os tsunamis que atingiram a Indonésia em 2004 e o Japão em 2011 foram os mais marcantes. Mas ao longo dos meus vinte e quatro anos, muitos desses eventos ocorreram, causando perdas humanas e materiais principalmente em localidades mais empobrecidas.

E saiba que a perspectiva pro futuro não é nada boa nesse sentido. O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas de 2014 indica que os eventos extremos de ordem climática estão ficando cada vez mais intensos e mais frequentes. E o principal motivo é o aquecimento global.

Esses desastres causam muitos danos ao meio ambiente, às estruturas urbanas e, principalmente, levam milhões de pessoas à morte ou à situação de fragilidade.

Sabemos que uma parcela da população é muito mais vulnerável que outros grupos. E isso é provocado, principalmente, pela desigualdade social. Por isso, dependendo da localidade em que os eventos extremos ocorrem, o impacto para a população e para a economia são muito diferentes. Por exemplo, no Brasil, a cada 100 habitantes de uma cidade, nove vivem em áreas de risco. Esse dado é de uma pesquisa feita pela Regina Alvalá, que é uma das entrevistadas do episódio de hoje. Ela é pesquisadora e coordenadora de Relações Institucionais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o CEMADEN.

Outra pessoa que vamos ouvir é o Alberto Najar, que é sociólogo e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.

Eu conversei também com a Gabriela Couto, doutoranda do Centro de Ciência dos Sistemas Terrestres do INPE e pesquisadora associada do Cemaden.

Eu sou Camila Ramos e você está ouvindo o Escuta Clima. Um podcast para divulgar as pesquisas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Mudanças Climáticas. É vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, o Labjor, e é uma seção da revista ClimaCom e Rede de Divulgação Científica e Mudanças Climáticas.

[Vinheta do podcast Escuta Clima]

Camila Ramos – É muito comum ouvir o termo desastre natural, seja pela mídia, na política ou em conversas do dia a dia. Mas nem sempre o termo correto é este. Isso porque há uma diferença entre desastre natural e risco natural. Como diz a Regina:

Regina Alvalá – Risco é uma possibilidade de dano, não significa desastre. O desastre é um risco que se concretizou, sendo que sua intensidade depende de condições de vulnerabilidade e interação com as ameaças.

Camila Ramos – Para ficar mais claro do que estamos tratando, vamos lembrar de um desses eventos. O vulcão Etna, que fica na Sicília, na Itália, é um dos mais ativos do mundo e no seu entorno há diversas cidades. Então, os habitantes dessas cidades e vilas estão constantemente sob a ameaça de uma erupção vulcânica e existe a possibilidade desse evento causar danos materiais e perdas de vidas. Consequentemente, esses moradores vivem sob o risco de um evento natural.

Caso o vulcão Etna entre em erupção de fato e cause danos, perdas de vidas e se a comunidade tiver que parar suas atividades para lidar com esse cenário devastado, isso configura um desastre.

No Brasil, ameaças de enchentes e secas são as mais comuns e as mais preocupantes e que, muitas vezes, se concretizam em desastres. Mas a maneira com que cada cidadão sente o risco e é atingido pelos desastres é bem diferente. Essa diferença é medida pela vulnerabilidade, que está intimamente ligada à desigualdade social.

O Alberto Najar conta um pouco sobre esse conceito:

Alberto Najar – O indivíduo vulnerável é aquele que poderá sofrer danos, mas não necessariamente. Porém, ele é mais suscetível. E por quê? Porque uma vez que possui desvantagens socioespaciais, não alcança patamares mais elevados de qualidade de vida em função de sua condição fragilizada. Portanto, risco e vulnerabilidade são conceitos que só podem ser entendidos associados a diferentes contextos históricos e sociais. Podemos, portanto, assumir que risco é uma condição da sociedade contemporânea e vulnerabilidade, uma condição dos indivíduos inseridos nesta sociedade.

Camila Ramos – A vulnerabilidade é medida por meio das condições de moradia, renda e, até mesmo, por características pessoais como idade, cor da pele e gênero. Vamos falar desses aspectos no próximo episódio. Então não deixe de conferir!

Mas agora, precisamos entender porque as estruturas das cidades favorecerem umas pessoas enquanto deixam tantas outras em situação de risco.

O Brasil tem uma grande quantidade de cidades pequenas. No entanto, uma boa parte da população está concentrada nas capitais e nas regiões metropolitanas.

Vejamos alguns dados sobre isso. Segundo um levantamento deste ano do IBGE, 22% dos habitantes estão concentrados em apenas 17 municípios. O que dá mais ou menos 46 milhões de pessoas. Isso é mais que toda a população do Canadá. Aliás, temos hoje 49 municípios com mais de 500 mil moradores.

Regina Alvalá – Portanto, o Brasil se caracteriza por um crescimento urbano desordenado e a urbanização, muitas vezes, ocorre sem a disponibilidade dos serviços essenciais, bem como por migrações internas.

Camila Ramos – É bem isso que a Regina falou. No Brasil, apenas 53% da população têm acesso a coleta e tratamento de esgoto. Mais de 39 milhões de pessoas não têm abastecimento de água e mais de 17 milhões não dispõem de coleta de lixo, como mostram os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2018. Sobre eles a Regina comenta:

Regina Alvalá – Há uma grande concentração de população nas capitais, grande contingente de pessoas vivendo em periferias, o que implica em demanda não somente de políticas de redução de pobreza, mas também de políticas de habitação, de saneamento básico, de aprimoramento no setor de transportes, entre outros. Uma vez que as cidades e a sociedade em geral podem ser significativamente impactadas em razão do aumento de eventos extremos de clima. Como os níveis de risco aumentando em razão de fatores como as alterações climáticas, pobreza, falhas de planejamento e gestão do ordenamento territorial, degradação dos ecossistemas e ainda mais recentemente, com os impactos da pandemia afetando as populações mais carentes, o risco de desastre representa um grande desafio à capacidade humana de se proteger e resistir.

Camila Ramos – Ou seja, a ocupação muito desigual do espaço, a questão da renda e a desigualdade social estão sempre no cerne dos maiores impactos dos eventos climáticos e mesmo de outros eventos, como estamos vendo atualmente as consequências da pandemia de Covid-19. Os mais pobres são sempre os que mais sofrem.

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE de 2019 mostrou que mais de 13 milhões de pessoas viviam em condições de extrema pobreza no Brasil em 2018. As pessoas tinham uma renda de até 145 reais por mês. Você consegue imaginar como é possível sobreviver só com esse dinheiro?

O Alberto fala um pouco sobre essa questão:

Alberto Najar – No Brasil, o problema da vulnerabilidade está fortemente ligado a uma desigualdade social dramática. Uma desigualdade persistente e vergonhosa conforme assinalado por diversas pesquisas. A maior dificuldade para a sua redução está apoiada nos valores das experiências civilizatórias brasileiras: elitismo, mentalidade escravocrata, hiperexploração da força de trabalho e violência com as classes menos favorecidas. Por conta disso, equacionados através de políticas públicas, essa questão assemelha-se a nossa dissolução, a nossa despessoalização, passo que tem se mostrado dificílimo para nós como nação. Nós aceitamos com razoável tranquilidade que boa parte de nossos compatriotas vivam miseravelmente e criem seus filhos e filhas nessa condição.

Camila Ramos – É impactante essa fala do nosso entrevistado, principalmente o finalzinho em que ele diz como aceitamos a desigualdade gritante que temos no país. Ok, nem todo mundo aceita. Nós do Escuta Clima não aceitamos, assim como muitos pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento e instituições, que estão sempre estudando maneiras e soluções para diminuir a vulnerabilidade humana.

Em 2010 a Organização das Nações Unidas, a ONU, criou a campanha Construindo Cidades Resilientes, que tem o objetivo de criar metas regionais para diminuir o risco e a vulnerabilidade. A Campanha mostrou que em uma cidade resiliente os impactos de um desastre seriam minimizados, porque a população moraria em áreas seguras, teriam governos locais competentes, preocupados com uma urbanização sustentável, que estariam prontos para agir e diminuir os impactos antes, durante e depois de um evento extremo.

Nesse cenário, a população teria informações suficientes sobre os riscos a que está sujeita e seria capaz de responder a tempo no caso de um desastre iminente. Essa é uma visão muito bonita e necessária, mas que ainda está longe de se tornar realidade na sociedade brasileira atual. E sobre isso, a Regina comenta:

Regina Alvalá – Ainda que no Brasil muitas cidades tenham aderido à Campanha, tenham se inscrito na Campanha, não significa que elas estejam resilientes, uma vez que se faz necessário definir ações e prioridades na área de gestão de riscos de desastres, inclusive adotando ações para a construção da percepção de risco pelos gestores e população locais.

Camila Ramos – Para construir essa percepção pública de risco que a Regina falou, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais criou o Projeto Cemaden Educação, do qual a pesquisadora faz parte. O projeto, que foi criado em 2014, é desenvolvido em escolas nos locais ameaçados por desastres socioambientais e tem o objetivo de levar para as comunidades informações sobre os riscos que elas enfrentam.

Nas atividades, a equipe da Regina utiliza métodos contemporâneos de educação e técnicas de divulgação científica. A própria Regina explica melhor a iniciativa:

Regina Alvalá – O foco desse projeto é que cada escola tenha a oportunidade de se tornar um espaço de pesquisa, de produção do conhecimento, de monitoramento, e mesmo de gestão participativa de intervenções para a mitigação dos riscos. Metaforicamente, chamamos de Cemaden micro local. Incentiva, portanto, a utilização criativa de novas tecnologias da informação e comunicação entre as comunidades escolares para atuarem em 3 eixos. O primeiro deles, Ciência Cidadã, que seriam pesquisas e a disponibilização dos resultados em rede.

Camila Ramos – O segundo e o terceiro eixo são Compartilhamento das Informações e Articulação da Comissão de Prevenção de Desastres e Proteção da Vida, que é chamado de COMVIDAÇÃO (escrito tudo junto, remetendo a ideia de “com vida” e, ao mesmo tempo, à convite à ação). Esse último envolve não só as escolas, mas também os moradores, a defesa civil e outros atores para a gestão participativa de intervenções nas comunidades para prevenção de risco de desastres.

Aliás, “prever” é uma palavra importante nesse assunto. É necessário não apenas identificar as áreas de risco, mas também monitorar essas regiões e o clima sobre elas para diminuir os impactos de um evento extremo sobre os habitantes. Pesquisas que têm esse objetivo ajudam a melhorar a metodologia e os dados dos alertas de desastres, que são outras formas de promover a sustentabilidade urbana e salvar vidas. Novamente vamos ouvir a Regina, agora sobre os alertas.

Regina Alvalá – Sistema de alerta precoce constitui em uma ferramenta bastante valiosa para auxiliar as autoridades que trabalham redução de risco de desastres. Para garantir a eficiência de um sistema de alerta precoce, é necessário incluir informações sobre o risco, assim como garantir o monitoramento ininterrupto dos riscos que afetam várias áreas suscetíveis nos municípios. Assim, no caso de uma emergência de desastre, um alerta precoce pode ser disseminado, comunicado àqueles que estão preparados para recebê-lo, incluindo-se entre eles os gestores, tomadores de decisão e a comunidade afetada.

Camila Ramos – Esse sistema foi implementado no Brasil em 2011 e hoje os profissionais de diversas áreas trabalham para melhorar os alertas, para que sejam mais precisos e deem mais tempo para a população agir e ser atendida. Além disso, é importante saber quais regiões podem sofrer mais danos e quais populações precisam de mais suporte emergencial, como ações de bombeiros durante uma enchente, por exemplo. Como a Regina comenta:

Regina Alvalá – Os dados associados à previsão de riscos são essenciais para alertas precoces eficazes que permitam ações focadas na redução de perdas de vidas. O conhecimento da população em risco no Brasil, pode contribuir para a identificação das áreas mais críticas que requerem ações prioritárias de resposta, como, por exemplo, aquelas com maior presença de idosos, com crianças e maior concentração de moradores em domicílios sem saneamento, por exemplo, que são indicadores de vulnerabilidade.

Camila Ramos – Por isso, os estudos de avaliação da vulnerabilidade são fundamentais tanto pro sistema de alerta, quanto para qualquer outra política pública ou medida de mitigação dos riscos.

Os pesquisadores do INCT sobre mudanças climáticas trabalham em estudos que têm o objetivo de analisar a vulnerabilidade dos municípios brasileiros quanto aos desastres naturais e as alterações climáticas são fortemente consideradas na hora de propor medidas e estratégias de adaptação e mitigação dos riscos da população. Mas esses estudos, apesar de serem importantíssimos, ainda são difíceis de serem desenvolvidos.

É por isso que nesse último bloco vamos ouvir uma nova voz, que é da Gabriela Couto. Ela é doutoranda do Centro de Ciência dos Sistemas Terrestres do INPE e é pesquisadora associada do Cemaden. Ela comenta que a falta de dados sobre as vítimas de desastres é o primeiro desafio, porque hoje não se sabe, com certeza, qual a idade, o gênero, a cor da pele, a renda e o grau de escolaridade delas.

Gabriela Couto – Os dados dos afetados por desastres são um número. Um número que não qualifica, não identifica quem são e como sofrem diferencialmente as pessoas em situação de desastres.

Camila Ramos – A Gabriela tem razão. As notícias sobre tragédias geralmente trazem apenas números. O deslizamento de terra, que aconteceu em 2011 na região Serrana do Rio de Janeiro, é conhecido como um dos maiores desastres naturais do Brasil. Afinal causou cerca de 900 mortes, deixou 200 desaparecidos e mais de 20 mil desabrigados. São esses números absolutos que a Gabriela está falando. Afinal, quem são essas vítimas?

Outros desafios para identificar essas vítimas, de quem a Gabriela fala, são o baixo investimento e a difícil comunicação entre instituições que produzem esses dados, que na opinião de Regina são fundamentais para realização das pesquisas nessa área mais sociológica relacionada aos riscos e desastres.

Regina Alvalá – Embora muito tenha sido feito para disponibilizar informações confiáveis e atualizadas que contribuam para definir estratégias para gestão dos riscos climáticos, há, certamente, a necessidade de investimentos e levantamento de dados e informações que contribuam para identificar a vulnerabilidade da população em todo o país, uma vez que ainda se observa a descontinuidade de apropriações de informações ao longo do tempo, falta de formação para alguns municípios e estados, assim como a dificuldade de homogeneizar as informações de diferentes bancos de dados de abrangência nacional. Soma-se a esses entraves a governança descontinuada, a necessidade de melhorar a integração de gestores públicos, academia e sociedade civil, a demanda por informações atualizadas e mais bem comunicadas a gestores e sociedade civil em âmbito municipal.

Camila Ramos – Apesar das barreiras encontradas por pesquisadores, diversos estudos tiveram sucesso em construir uma identificação da população vulnerável. Os resultados dessas pesquisas são de fundamental importância para assegurar a vida da população. Como a Gabriela comenta:

Gabriela Couto – Identificar os mais vulneráveis, levando em consideração as condições sociais e econômicas preexistentes, e principalmente, diversificar (?) os mais afetados é fundamental para que se possam se construir estratégias para a redução de riscos de desastres. A geração de dados como esse nos permite não só identificar os mais afetados, os mais vulneráveis, mas também, quais são ou podem ser os principais recursos humanos e qual tipo de capacidade existem nos diferentes grupos para que se possam construir espaços mais seguros e resilientes às situações de desastres.

Camila Ramos – Estamos chegando ao fim do episódio, mas quero reforçar que essa é a primeira parte do tema vulnerabilidade. Na segunda parte, vamos mostrar os resultados de outros estudos realizados no INCT sobre Mudanças Climáticas por pesquisadores que ouvimos hoje e outros que vão falar sobre vulnerabilidade e a saúde humana. Então, não deixe de acompanhar a série de podcast Escuta Clima.

Ouça também os episódios anteriores, que estão disponíveis nessa mesma plataforma que você está nos ouvindo agora.

Eu sou Camila Ramos. E este é o Escuta Clima. Um podcast sobre pesquisas relacionadas ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Mudanças Climáticas. Este podcast é apoiado pelo Programa Mídia Ciência da FAPESP.

Este projeto de jornalismo científico, está sendo desenvolvido no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade, da Unicamp. E é uma seção da revista ClimaCom e Rede de Divulgação Científica e Mudanças Climáticas. Tem a supervisão científica da pesquisadora Simone Pallone de Figueiredo e jornalística da pesquisadora Susana Dias. A trilha sonora foi desenvolvida pelo Lucas Carrasco, que tem apoio do PIBIC, do CNPq. A edição do podcast é do Gustavo Campos, que tem suporte da bolsa SAE/Unicamp. A divulgação nas redes sociais é feita pela Helena Ansani Nogueira e a locução da vinheta é de Bruno Moraes.

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