João Goulão: O que nos fez os melhores no combate à droga?

 
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Desde 2001 que o consumo de drogas em Portugal foi descriminalizado. Em vez de delinquente, o consumidor é visto como um doente que necessita de apoio especializado. Esta descriminalização foi acompanhada por campanhas de apoio e programas de distribuição de seringas, pela substituição de heroína por metadona e pelo acesso ao SNS. Tudo é voluntário e a reincidência é vista como parte do processo. Quando a lei que mudou e esta estratégia contra a toxicodependência foi introduzida, mais de metade dos portadores de HIV eram toxicodependentes. Em 2010, esse número tinha sido reduzido para 20%. Segundo o The Guardian, saíram do mercado de drogas ilegais cerca de 400 milhões de euros. Os utilizadores de heroína passaram de 100 mil, em 2001, para 25 mil, em 2017. Os óbitos por overdose caíram em mais de 85%, sofrendo apenas uma inflexão ligeira durante a intervenção da troika. Em 2017, a mortalidade por overdose era a mais baixa da Europa Ocidental, um décimo do Reino Unido ou da Dinamarca, um quinze avos dos Estados Unidos. O que levou levando Nicholas Kristof, colunista do New York Times, a dizer que se os Estados Unidos seguissem o exemplo de Portugal, se salvaria uma pessoa da morte por overdose em cada 10 minutos. A decisão de avançar por este caminho foi de políticos, mas teve como um dos principais operacionais e impulsionadores o meu convidado de hoje. Além de ter integrado a comissão que definiu esta estratégia, João Goulão liderou, desde 1997, o Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência, o Instituto da Droga e da Toxicodependência e, agora, o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências.

Site da Direção-Geral da Saúde dedicado ao vírus, com todas as informações fundamentais sobre a COVID-19: https://www.dgs.pt/corona-virus.aspx

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Obrigado a todos os patronos que apoiam mensalmente o podcast, em especial a Carlos Coutinho Vilhena, Eva Falcão, Miguel Nabinho, Rui Cruzeiro, Diogo Soares Pilão, Pedro Ponte, Alice Vieira, José Manuel Sobral, Luís Mota Almeida, Luís Campos, Jorge Macedo, Paulo Cenicante, Sandra Dionízio, Carla Santana, Miguel da Silva Diogo, José Ponte, Pedro Aires Pinto, João Pagaimo, Marco Freire, Eduardo Correira de Matos, Lina Teixeira, Ulisses Garrido, Carlos Mata, Fernando Mota, João Azevedo Henriques, João Barbosa, Daniela Rodrigues, João Moreira de Campos, Rogério Jorge, João Barata Nevez, Filipe Vilaça, Manuel Mosteiras, Margarida Lucas, Susana Mateus, Pedro Pinto, João Nelas, Luís Marques, André Condes Morais, Nuno Costa, AL, Mário Pontífice, Eva Falcão, João Carlos Silva, Delfim Batista, Joyce Cardoso, Filipe Vieira, Vasco Barros, Eduardo Rui Jorge, Ana Alice Batista, João Lousada Soares, Luís Branquinho, Teresa Ramalho, Sandra Beleza, Nuno Azevedo Lopes, RCBugman, Francisco Ferreira, João Alvelos, David Calão, Sónia Maria Barrocas, José Reis, Teresa Jorge, Fábio Botelho, João Caetano, José António Moreira, Adília Neiva, Vasco Sá Pinto, Miguel Heleno, Teresa Brandão, Ana Alice Baptista, Paulo Areosa Feio, Rafael Remondes, João Salgueiro, João David Catela, João Peixoto, Diogo Melo, Guilherme Martins, Nuno Lopes, Cristina Machado, Maria Cândida Leal, Sérgio Lourenço, Nuno Mourão, Carlos Martins, Dina Ferreira, Daniel Ricardo e Viktoriya Zoriy.

Produção: João Martins

Pesquisa: Filipa Vala

Música: Mário Laginha

Ilustração: Vera Tavares

João Goulão

133 episódios