Especial Mês da Consciência Negra #2 - Gilberto Gil e a Refavela

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Ter sido convidado pelo recente Queridaço Daniel a participar de um podcast musical onde, no mês da consciência negra, conversaríamos sobre uma obra antológica do meu maior ídolo na música popular brasileira, em um período tenebroso de ataque à cultura do país, foi de extrema satisfação, alegria, congraçamento, contatos, catarses e até... reencontros, pois em uma determinada altura da gravação, eu e Gigola, lembramos que, na década de 90 do século passado, havíamos nos encontrado aqui na capital da nação.
Com isso, não deixando nunca de ser grato por essa oportunidade ímpar, quero deixar meu relato sobre o quê e de quem estamos falando. Nada mais, nada menos que Gilberto Passos Gil Moreira, o nosso Gil, o nosso Gilberto Gil, cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical, político, uma das maiores expressões, sem dúvida, do negro, da consciência negra, da música, da Bahia, do Brasil e da verdadeira brasilidade existente em nossa miscigenada formação cultural. Uma das nossas maiores expressões culturais. Um representante no mundo do que é ser Brasil.
Elencamos dentre sua vasta e riquíssima obra, o álbum ‘’REFAVELA” (1977), álbum este que revoluciona em termos de sonoridade nossa música, tendo Gil bebido da fonte das influências do Afrobeat de Fela Kuti e dando àquela mistura swingada Preta, que como poucos no Planeta Terra têm a capacidade de nos presentear com tal africaneidade. Ainda nos cabe lembrar a insatisfação do mesmo com a mixagem da obra.
Enfim, diante de tudo isso, quero finalizar esse relato lembrando o que citei no início desse simples texto referente ao ataque que estamos sofrendo com relação à cultura, educação, meio ambiente, ou seja, a tudo nesse país. Como reflexão, sugiro a faixa de nome “JECA TOTAL’’ do álbum “REFAZENDA”(1975), dos famosos álbuns REs de Gil, os dois já aqui citados, mais “REFESTANÇA”(1977) e “REALCE”(1979), onde na letra da canção esse homem que habita o meio rural, poderia ser nosso representante no senado e elevaria o teto salarial do sertão. Hoje, infelizmente, nos deparamos com um “Jeca Tatu” como maior mandatário da nação. Entre os Jecas, nunca a segunda opção.
Sempre... Gratidão!!!!
*Texto de Alessandro Henriques, nosso convidado da semana no PodCália.

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