O labirinto do romance: um papo com Virginia Ferreira e Andrea Berriel

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#034 – A gente começa com uma ideia. Ou nem isso. Uma cena incompleta, como num sonho. Sem pé nem cabeça. Apenas o sistema circulatório de um corpo rarefeito.

Às vezes, não se tem nada para começar. Andarilhos sem bagagem, palmilhando o sopé de uma cordilheira escondida pelas nuvens.

Um bom romance parece, antes de escrito, uma quimera.

Depois de concluído, é como se ele sempre existisse.

Não podemos conceber um mundo sem “Perto do coração selvagem” ou “Grande Sertão: veredas”, assim como não se imagina o Rio de Janeiro sem o Pão de Açúcar ou São Paulo sem o Masp.

E no entanto, a avenida Paulista já foi despida do museu projetado por Lina Bo Bardi. Era uma avenida de casarões e carruagens. Outra avenida.

Para que um museu passe a existir, são necessários iniciativa política, circunstâncias sociais e amplos subsídios. Um livro exige outras coisas.

Estamos de volta com o Prelo. Neste episódio, conversei com duas escritoras de estilos e métodos de trabalho muito diferentes que se conheceram no meu curso online do romance, “A preparação do romance”, ficaram muito amigas, e escreveram dois grandes livros.

Andrea Berriel escreveu um thriller policial. A Andrea é uma autora de fôlego, uma criadora de tramas sofisticadas e de personagens inesquecíveis. A conjugação feliz destes elementos rende uma leitura deliciosa.

Virginia Ferreira escreveu um romance psicológico carregado de intensidade, a história de uma mulher que resolve desaparecer no mundo, que faz de sua viagem uma perseguição e uma fuga. Nos estratos do livro, uma experiência traumática do presente faz refluirem as arbitrariedades não elaboradas do passado.

Acompanhei a escrita e o processo criativo de ambas as autoras. E quando as convidei para conversar sobre o fazer do romance para o Prelo, o que pretendia era mostrar um pouco para você as inseguranças comuns no ato de elaborar uma prosa longa, as soluções que encontraram e como você pode se valer do seu próprio estilo e seu próprio jeito para construir um romance.

Estas obras não existiam e passaram a existir. O que as desatou?

Com o retorno de Prelo e esta conversa necessária sobre a criação do romance, iniciamos os trabalhos do segundo semestre de 2021. Tenho uma grande novidade, que vou anunciar em breve. Por aqui, mesmo, nestas mensagens. :)

Enquanto isso, fica o convite para você participar da conversa comigo, Virginia e Andrea.
Mais sobre elas:
Andréa Berriell é escritora e artista visual (desde que se lembra), arquiteta e urbanista (UEL, desde 1996), professora universitária (UFPR, desde 2004), doutora em Engenharia Florestal (UFPR, desde 2009). Autora do romance “Mulheres que plantam a Lua” (2018) contemplado no 1º Edital Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) e publicado pela Arte Editora. Autora de um novo romance (no prelo) desenvolvido durante o curso EC – A preparação do Romance.
Virginia Ferreira
é mestre em sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e doutora em antropologia cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fez um pós-doutorado em antropologia e direito na Universidade de Brasília (UnB). Depois de realizar etnografias e de escrever dissertação, tese e artigos, percebeu sua paixão pela escrita. Passou a escrever contos e pequenas histórias e participou de oficinas de escrita. Hoje está com seu primeiro livro pronto. Divide seu tempo entre a escrita e o trabalho de analista em ciência e tecnologia no Governo Federal.

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