Festival de Cannes entra na era do metaverso para atingir o público jovem

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O metaverso e seus desdobramentos são o tema de duas revistas francesas esta semana. Enquanto a L’Obs explora a entrada do icônico Festival de Cannes neste "novo mundo", Le Point entrevista o "rei" do metaverso, Andrew Bosworth, diretor tecnológico da Meta - empresa que detém Facebook, Instagram e Whatsapp -, que pretende converter 1 bilhão de terráqueos para seu mundo paralelo até 2030. Este ano, o Festival de Cinema de Cannes se abre às novas tecnologias, ao lado de seu novo parceiro para esta 75ª edição, a mídia online Brut. “O mundo do cinema está determinado a pular no trem do metaverso em movimento”, escreve L’Obs. Com a mídia Brut como nova parceira, o Festival de Cinema de Cannes tem a ambição de integrar o fenômeno dos games Fortnite, mas também está se voltando para os NFTs. Dentre as novidades do festival este ano há também uma parceria com o Youtube, a reinvenção de Cannes na mídia graças às redes sociais e a entrada no mundo dos videogames. O universo de Fortnite, um dos videogames mais populares do mundo desenvolvido pela empresa americana Epic Games, já havia recebido shows virtuais de artistas como Ariana Grande ou Travis Scott, que reuniram mais de 12 milhões de espectadores. Desta vez é o mundo do cinema que o videogame procura recriar. No ambiente virtual, tem palmeiras, tendas brancas e o icônico Palais des Festivals, tudo parece pronto para compartilhar o evento cinematográfico do ano com jogadores de todo o mundo. Com mais de 350 milhões de jogadores em 2020, segundo o portal de estatísticas Statista, o fenômeno é uma das melhores formas de atingir o alvo privilegiado desta edição: os jovens. O estúdio francês Vysena, especializado no desenvolvimento de experiências no Fortnite Creative desde abril de 2021, se encarregou da recriação do Palais des Festivals e seus arredores no metaverso do jogo. Esta não é a primeira aposta da equipe em termos de modelagem realista, pois vários de seus membros já haviam participado da reconstrução de um evento centrado no famoso discurso de Martin Luther King, "I have A Dream" (Eu tenho um sonho). Converter 1 bilhão de terráqueos ao metaverso Já a revista Le Point conversa com o "rei" do metaverso, Andrew Bosworth, diretor tecnológico da Meta. Ex-professor de Inteligência Artificial de Mark Zuckerberg, também diplomado por Harvard, Bosworth assumiu recentemente o posto. Ele é o craque deste mundo imersivo que está na origem da mudança do nome do Facebook para Meta e constitui a aposta mais arriscada para a rede social desde a sua criação, em 2004. Mark Zuckerberg tem como objetivo converter 1 bilhão de terráqueos ao seu mundo paralelo até 2030 e essa ambição já lhe custou US$ 13 bilhões, informa a Reuters. Enquanto o faturamento do Facebook tende a estagnar, Andrew Bosworth afirma se preparar para a "era pós-celular", em que as pessoas acessarão a rede por meio de acessórios que vão desde pulseiras conectadas tipo CTRL-Labs até óculos Ray-Ban Stories, que permitem o compartilhamento de vídeos capturados ao vivo nas redes sociais, passando pelo capacete de realidade virtual Oculus Quest. O fã de Star Trek, que se destacou como arquiteto do feed de notícias do Facebook, será julgado pelo sucesso dessa revolução do metaverso. Em dezembro de 2021, a plataforma social de realidade virtual Horizon Worlds foi lançada nos Estados Unidos e Canadá pela Meta. E, há poucos dias, Zuckerberg entregou uma prévia do projeto Cambria, que facilitará o acesso a esse mundo paralelo: um capacete que, aliado a um novo software, permite ao usuário pegar objetos virtuais apertando os dedos ou ver um treinador de ginástica aparecer à sua frente capaz de levar em conta os movimentos de pernas e braços.

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