872 | Letícia Palmeira —Automatismo | Poesia Contemporânea

1:25
 
Compartilhar
 

Manage episode 340167930 series 3240894
Por Jéssica Iancoski descoberto pelo Player FM e nossa comunidade - Os direitos autorais são de propriedade do editor, não do Player FM, e o áudio é transmitido diretamente de seus servidores. Toque no botão Assinar para acompanhar as atualizações no Player FM, ou copie a feed URL em outros aplicativos de podcast.

Letícia Palmeira é autora de diversos livros nos gêneros romance, contos e crônicas. Publicou Artesã de Ilusórios (EDUFPB, 2009), Sinfônica Adulterada (Multifoco, 2011) e Diário Bordô e Outras Pequenas Vastidões (Multifoco, 2013). Seu primeiro romance, Sol e Névoa, veio a público em 2015. Publicou também A Obscena Necessidade do Verbo (Penalux, 2016), O Porta-Retrato (Penalux, 2017), é uma das organizadoras da coletânea Ventre Urbano (Penalux, 2016), que trouxe à tona a prosa de algumas autoras paraibanas, como também foi organizadora do livro coletivo Não Temos Wi-Fi (Penalux, 2017). Buscando ampliar sua experiência, Letícia publicou, em 2018, A Química entre Nós, romance disponível somente em e-book. Em 2019, a autora publicou Mostruário Persa, um livro bordado de lirismo em prosa poética. Voz Mulher é seu mais recente trabalho, escrito no atordoado ano de 2020. Letícia Palmeira é graduada em Letras pela Universidade Federal da Paraíba. Nasceu em São Paulo. Reside em João Pessoa.

►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes!
https://loja.tomaaiumpoema.com.br/
_________________________________

Letícia Palmeira —Automatismo

Hoje faz 1 ano que alguma coisa aconteceu, pois todo instante é aniversário de algo. Talvez seja aniversário de um olhar diferente que você lançou para um vaso de flores no canto de um cômodo qualquer que sua memória apagou. Nossa memória automática é mais evoluída do que qualquer invenção do homem de ontem, de agora e de amanhã. Exemplo disso é que já se perdeu no meu esquecimento teu rosto familiar. De uma hora pra outra, acabou. Não lembro. Teu rosto esmaece como os créditos de um filme ao final da sessão. Fade in, Fade out. No automatismo do cotidiano te apago, mesmo sem querer. E no período de 1 ano ou mais, lembrarei que te esqueci no dia que mencionei o vaso de flores no canto de um cômodo qualquer. Como eu disse, todo dia é aniversário de algo que sequer sabemos ou tenhamos dado importância, pois quem comanda o calendário é a memória, dona de todas as escolhas.

_________________________________

Use #tomaaiumpoema
Siga @tomaaiumpoema

Poema: Automatismo
Poeta: Letícia Palmeira
Voz: Neusa Doretto
https://tomaaiumpoema.com.br

ATENÇÃO Somos um projeto social.
Todo valor arrecadado é investido na literatura.
FAÇA UM PIX DE QUALQUER VALOR
CNPJ 33.066.546/0001-02
ou tomaaiumpoema@gmail.com
Até mesmo um real ajuda a poesia a se manter viva!

#poesia | #poemas | #podcast

1763 episódios