Italo Ferreira: Sem medo de onda grande

 
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Primeiro campeão olímpico de surf e o terceiro brasileiro a conquistar um título mundial, ele fala sobre treinamento, vaidade e Baía Formosa Os treinamentos físicos dos surfistas de elite começaram a ser cada vez mais focados na força e na potência por uma razão: os aéreos. Na última década, a manobra ganhou importância na avaliação dos juízes do circuito mundial. E, para voar alto, é preciso estar bem preparado. "Antigamente o surfista tinha um treino mais leve, voltado ao movimento. Eu segui um novo caminho, de pegar peso. Isso quebrou com o que todo mundo pensava", diz Italo Ferreira. O primeiro campeão olímpico de surf e o terceiro brasileiro a conquistar um título mundial, Italo contou ao Trip FM como mudar a forma de treinar e alterar a alimentação o fizeram conquistar o lugar mais alto da sua modalidade em apenas um ano. Extremamente criativo e espontâneo dentro e fora do mar, Italo agora se prepara para a etapa de Bells Beach, na Austrália. Mas antes disso ele fez questão de conversar com a gente sobre o medo de onda grande, reflexões sobre vaidade, sua relação com a Baía Formosa entre outros assuntos. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2022/04/6247667431e5a/italo-ferreira-surfista-tripfm-mh.jpg; CREDITS=Divugação; LEGEND=Italo Ferreira; ALT_TEXT=Italo Ferreira] Trip. Existe uma imagem famosa de você gritando e comemorando fechado dentro de um banheiro químico quando ganhou a sua primeira etapa do circuito mundial de surf. O que aconteceu naquele momento? Italo Ferreira. As coisas estavam muito perfeitas naquele evento. Em todas as baterias que eu vencia, aquele era o meu momento de concentração, de fazer a minha oração e ficar sem tantas câmeras ao meu redor. Realmente depois que eu venci precisei colocar tudo para fora. Eu não poderia imaginar como foi construída essa história: de vencer o Mick Fanning na final – alguém que eu cresci admirando –, em sua última prova antes da aposentadoria. Seria impossível sonhar com o que aconteceu. Foi dali para frente que eu comecei a me destacar. Quais são os profissionais que te ajudam a chegar nesse estágio de afiação? Hoje você está muito forte, no sentido amplo da palavra. Depois de 2018 percebi que algo deveria mudar. O que estava faltando? Os treinos: eu estava me lesionando muito e era impossível manter um alto nível sem preparo físico. Quando percebi que precisava mudar isso na minha rotina, foi quando eu consegui ser campeão do mundo. Em 2020, depois da pandemia, acabei focando um pouco mais na alimentação. Precisei me manter forte e leve. Isso envolveu nutricionista, fisioterapeuta e treinador físico. Hoje eu consigo saber exatamente o que posso comer dependendo do campeonato que vou participar. Havaí, por exemplo, eu posso ter mais peso porque as ondas são mais fortes. Me conta um pouco sobre o medo das ondas grandes. Mudou a sua relação com esse tipo de campeonato ultimamente? Eu sempre consegui me desafiar, perder um pouco de medo de ondas grandes viajando e explorando outros lugares. Surfar Pipeline gigante quando ninguém entra pode fazer a diferença em um campeonato. É um processo em que ainda estou evoluindo. Não posso dizer que sou expert em todo o tipo de onda, mas hoje consigo me aventurar em ondas maiores.

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