Leca Guimarães: Nunca tive vergonha de perguntar

 
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Executiva que cuida das sete edições internacionais do Lollapalooza fala sobre o espaço da mulher na música, política e maconha Não peça a Leca Guimarães por fotos dela com grandes nomes na música. Apesar de trabalhar com os maiores deles (o Eminem ela conhece como Bruce), Leca nunca pede por um clique. No máximo, posta em seu perfil do Instagram um set list. Mas sobram fotos dela em aeroportos e trabalhando nos bastidores do Lollapalooza, maior marca de festivais do mundo. Leca é diretora das sete edições do festival americano realizadas fora dos EUA, o que requer, muitas vezes, ir para a linha de frente durante o evento. Radicada na cidade de Austin, no Texas, ela conta que a adaptação nos EUA não foi fácil: “Semana sim, semana não, eu queria ir embora". Leca foi sentar no corredor, em um canto. Mas começou a ganhar seu espaço, criou um departamento das edições internacionais do Lolla, além de outros festivais da C3 – disse adeus ao corredor e foi se sentar na sala do chefe. Fora do escritório não foi tão diferente. “Nos Estados Unidos, você cria amizades no trabalho, mas, quando a carreira de um começa a brilhar mais do que a do outro, fica esquisito”, conta. “A vida é mais solitária do que no Brasil. Tenho menos amigos que antes, mas qualidade é melhor que quantidade.” Em um papo com o Trip FM, a executiva contou um pouco da sua trajetória, do espaço da mulher na música, de política e maconha. Confira um trecho abaixo, dê o play ou procure o programa completo no Spotify. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2022/11/636d62e6bdb25/leca-guimaraes-lollapalooza-tripfm-mh.jpg; CREDITS=undefined; LEGEND=undefined; ALT_TEXT=undefined] Trip. A sua trajetória não foi tão direta. Como chegou onde está agora? Leca Guimarães. Eu só cheguei onde estou porque nunca tive vergonha de perguntar. Sempre falo que prefiro parecer burra uma vez do que ignorante para sempre. Eu cresci nos anos 90, quando a Alanis Morissette ainda sofria porque tocava pouco na rádio se comparada às bandas masculinas, mas também fui uma pessoa privilegiada, não só porque estudei em colégio bom, mas porque tive pais que incentivaram a minha curiosidade. No fim, não estudei na USP, na FGV ou em Harvard, mas a minha curiosidade me colocou onde estou. Qual vai ser o caminho que as grandes empresas vão tomar? Ainda há espaço para o trabalho tradicional? Tem pressões que eu mesma me coloco: será que eu posso tirar um mês de férias ou vou me sentir incompetente? Voltando da pandemia, muita gente não quis ser recontratada e voltar a ficar fim de semana sem dormir. As corporações precisaram começar a respeitar as individualidades; cada um com seus horários. Mas ainda falta muito para chegar em um modelo em que cuidar da saúde mental vá em linha com as tarefas do dia a dia. A gente tem falado muito de maternidade na Tpm, inclusive do direito de não ser mãe. Você ainda é muito cobrada neste aspecto? Sinto pressão por não ter engravidado até em rodas de conversa com as amigas. Eu tenho vontade de ter família, sempre achei que iria casar cedo e ter cinco filhos, mas o meu lema é que eu faço planos para poder mudá-los. Nunca encontrei ninguém que valesse a pena casar, mas sempre tive vontade de adotar. A família que eu vou montar vai ser do jeito que for, na hora que for.

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