Sem tapete vermelho ou desfile em carro aberto, Macron toma posse para segundo mandato neste sábado

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Nada de pompa, desfile em carro aberto na avenida Champs-Elysées ou clima de festa. O presidente francês, Emmanuel Macron, toma posse neste sábado (7) para seu segundo mandato na liderança da França em uma cerimônia protocolar e rápida. Segundo nota do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa em Paris, Macron será empossado em um evento discreto, com duração máxima uma hora e meia. A cerimônia será transmitida em cadeia nacional de rádio e TV, às 11h pelo horário local (6h pelo horário de Brasília). Boa parte do evento ocorrerá dentro do salão de festas do Palácio do Eliseu. De acordo com o programa divulgado, o presidente do Conselho Constitucional, Laurent Fabius, pronunciará os resultados da eleição presidencial de 24 de abril. Depois, Macron será reconhecido como o grande mestre da Ordem Nacional da Legião da Honra. Em seguida, Macron assinará o documento em que oficializa sua aceitação do cargo de presidente. Após a ratificação, ele pronunciará o célebre discurso de chefe de Estado. Segundo um conselheiro da presidência, não será "uma alocução de política geral", mas "que se inscreverá na história do país e se abrirá ao futuro". A cerimônia contará com cerca de 500 convidados, entre eles, muitas personalidades políticas, como os ex-presidentes franceses Nicolas Sarkozy e François Hollande. Também haverá representantes da área da saúde, esportes, militares, de sindicatos e empresas, além, claro, familiares de Macron, e a primeira-dama, Brigitte Macron. Perto do meio-dia, o presidente se dirigirá aos jardins do Palácio do Eliseu, onde vai prestar uma homenagem à bandeira francesa, ao som da Marselhesa, o hino nacional da França. Em seguida, a cerimônia entra em um espectro militar. Primeiramente, Macron passará as tropas francesas em revista — cerca de 160 militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Ao mesmo tempo, 21 tiros de canhão serão lançados do Hotel dos Inválidos, em Paris, uma tradição da época da Idade Média incorporada nas cerimônias de posse do chefe de Estado. Sem tapete vermelho Vários símbolos deste tradicional evento foram deixados de lado, como o tapete vermelho nos corredores do Palácio do Eliseu ou o desfile em carro aberto na avenida Champs-Elysées. A justificativa oficial para a escolha pela sobriedade é que Macron pretende seguir a tendência dos presidentes franceses que se reelegeram. François Mitterrand, em 1988, e Jacques Chirac, em 2002, também preferiram não marcar o início do segundo mandato com cerimônias de posse pomposas, preferindo a discrição. O Palácio do Eliseu também afirma que Macron quis deixar os holofotes para as comemorações do aniversário do 8 de maio de 1945, data do final da Segunda Guerra Mundial, quando ocorreu a vitória dos países aliados sobre a Alemanha nazista. Por isso, apenas no domingo (8) o presidente francês visitará o túmulo do Soldado Desconhecido, no Arco do Triunfo. Em 2017, esse gesto foi realizado no dia da posse. Mas, nesse ano, a data tem uma conotação especial, devido à Guerra da Ucrânia. Por isso, Macron teria achado mais adequado deixar a visita para o 8 de maio. É como se renunciando a uma cerimônia de posse mais longa e ostentatória, o presidente estivesse exibindo a sua preocupação com questões graves, a exemplo do conflito às portas da Europa. Embora essa não seja uma justificativa oficial, Macron acaba de sair vitorioso de uma eleição em que boa parte dos franceses o escolheram não por convicção, mas para impedir que a extrema direita chegasse à presidência. Sua popularidade estava em queda antes do pleito e muitos franceses continuam insatisfeitos com seu governo. Uma cerimônia festiva em um momento em que Marine Le Pen obteve 41,46% — um resultado inédito para um partido ultranacionalista na França — poderia ser visto como uma gafe. Nomeação do novo primeiro-ministro Oficialmente, o mandato de Macron termina em 13 de maio, mas ele quis realizar a cerimônia neste sábado para manter a mesma data de há cinco anos atrás, quando tomou posse em 7 de abril de 2017. No entanto, a nomeação do novo primeiro-ministro ocorrerá a partir do final da próxima semana. A primeira viagem do segundo mandato do líder centrista já tem data e local marcado. Na segunda-feira (9), Macron viajará a Berlim onde se reunirá com o chanceler Olaf Scholz, para marcar "a força da dupla franco-alemã", indicou o Palácio do Eliseu.

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