Torre Eiffel ganha as cores da bandeira ucraniana e França se prepara para acolher refugiados

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A Torre Eiffel, símbolo da França no mundo, foi iluminada com as cores da bandeira da Ucrânia, a partir desta sexta-feira (25), em sinal de apoio à população do país do leste europeu após a ofensiva militar lançada por Moscou. A bandeira ucraniana também foi hasteada em várias prefeituras francesas e algumas cidades já se preparam para acolher refugiados. Como o Portão de Brandemburgo, em Berlim, ou o arco do Parque do Cinquentenário, em Bruxelas, a Torre Eiffel passa a se vestir durante a noite de azul e amarelo, as cores da bandeira da Ucrânia. O monumento parisiense, um dos mais visitados do mundo, mudou sua iluminação a pedido da prefeita da cidade, Anne Hidalgo, em “sinal de apoio à população ucraniana”, indicou a empresa Sete, que administra a torre. Durante o dia, várias prefeituras da França hastearam bandeiras da Ucrânia em suas fachadas. Foi o caso em Marselha, a segunda cidade do país, ou ainda Bordeaux, Toulouse, Lyon, Nancy e Lille. Manifestações populares estão previstas no fim de semana em sinal de solidariedade aos ucranianos. Protestos já foram registrados em Paris na quinta-feira (24), onde centenas de pessoas se reuniram diante da embaixada da Rússia. Cerca de 3 mil pessoas também se concentraram, no início da noite, na Place de la République, no centro da capital, empunhando bandeiras da Ucrânia e aos gritos de “Putin terrorista” e “solidariedade ao povo ucraniano”. Possível êxodo ucraniano Os franceses também já começam a se mobilizar para acolher os possíveis refugiados ucranianos. Na cidade de Lyon, terceira maior do pais, o prefeito Gregory Doucet, declarou nesta sexta-feira (25) que se prepara para acolher aqueles que deixarem a Ucrânia. A associação France Terre d’asile também se disse pronta para contribuir. “Estivemos presentes para acolher os afegãos [após a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, no ano passado] e também estaremos presentes para os ucranianos”, declarou Delphine Rouilleault, representante da associação. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados, mais de 100 mil pessoas já abandonaram suas casas na Ucrânia desde o início dos bombardeios russos. Os Estados Unidos estimam que o número de refugiados saindo da Ucrânia pode chegar a 5 milhões. Além da França, outros países europeus se mostraram abertos a receber os refugiados. Polônia, Eslováquia, Romênia e até a Hungria, conhecida por sua política anti-imigração, anunciaram estar dispostos a acolher refugiados vindos da Ucrânia.

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