Um pulo em Paris - Acesso facilitado aos testes de Covid-19 provocaram filas gigantes na França

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Se no início da pandemia de coronavírus a França foi criticada por não ter oferecido testes suficientes para a população, agora, temendo uma segunda onda de contaminação, o governo tornou o acesso aos protocolos PCR mais fácil. Mas a medida provocou filas diante dos laboratórios, que não estão dando conta da demanda. Nos primeiros meses da pandemia, quando a França registrou a maior parte dos casos de Covid-19, apenas quem era hospitalizado tinha acesso aos testes do tipo PCR (que coleta material pelo nariz ou garganta). A estratégia do governo fez com que muitos assintomáticos continuassem propagando o vírus sem saber que estavam contaminados. Agora, diante do surgimento de novos focos da epidemia, que vinha sendo considerada sob controle, já é possível fazer o teste em qualquer laboratório, mesmo sem receita médica. A medida visa impedir a segunda onda de contaminação, isolando imediatamente as pessoas que tiverem resultado positivo. O teste PCR custa € 54 (cerca de R$ 330). Mas para quem tem receita médica, o valor é totalmente reembolsado pelo serviço de seguridade social. A nova estratégia do governo provocou a formação de filas diante dos laboratórios. Alguns querem ser testados pois constataram sintomas suspeitos, enquanto outros temem ser assintomáticos e, por medida de precaução, preferem fazer o PCR. Mas há também aqueles que estão se preparando para viajar durante as férias de verão, que acontecem nesse momento no hemisfério norte, e que precisam apresentar um teste negativo antes de entrar em alguns países. É o caso de Dubai, Senegal ou ainda das ilhas de Açores e Madeira, em Portugal, onde testes recentes são exigidos dos turistas na hora do desembarque. Testes nas ruas Nas regiões que vêm registrando uma recrudescência de casos, como no oeste do país, o protocolo é realizado em ginásios e até mesmo em tendas nas ruas. O sistema de drive-thru, que permite fazer o teste sem sair do carro, também foi implementado em algumas regiões, seguindo o modelo aplicado em países asiáticos e europeus. Para quem não quer passar horas na fila, é possível fazer o teste com horário marcado. No entanto, diante do aumento da demanda, muitos laboratórios estão saturados e o tempo de espera pode chegar a semanas. O governo tinha como objetivo realizar 700 mil testes de Covid-19 por semana. Mas por enquanto, o país ainda está na casa dos 300 mil testes semanais.

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