#74 - Preservação ambiental é comida na mesa

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Por que quem cozinha, escreve ou apresenta programas sobre gastronomia, tem canal de Youtube ou redes sociais sobre o tema deveria se preocupar profundamente com preservação ambiental? Porque o desmatamento, os efeitos cada vez mais evidentes da mudança climática, o aquecimento global e a falta de chuvas estão ligados por completo ao modelo atual de produção de alimentos, especialmente a cadeia ligada a produção de alimentos derivados de animais. O que comemos molda, mesmo, o mundo. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicou, em agosto, relatório mostrando que as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis, irreversíveis e vão se agravar nos próximos anos e décadas se nada for feito para mudar o quadro da crise climática e ambiental: as mudanças recentes no clima não têm precedentes ao longo dos últimos milênios. No Brasil, a situação é ainda mais extrema. Amazônia, Cerrado e Pantanal de pé são essenciais para garantir comida na mesa: desses biomas dependem a formação de chuvas e a fixação de água subterrânea, sem as quais não há lençóis freáticos, irrigação nem produção de energia. O resultado de um estudo de três anos, feito pelo Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade de Bonn, na Alemanha, concluiu que o "Agronegócio brasileiro pode perder até R$ 5,7 bilhões por ano com desmatamento na Amazônia" - e quando o desmatamento atingir a marca de 40% da área total, a queda na incidência de chuvas será sentida a mais de 3,2 mil quilômetros de distância, o que equivale à distância de Manaus (AM) ao Mato Grosso do Sul. Preservação ambiental só interessa para quem come e bebe água.

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