Morning Call: mercados abrem semana de olho em novos recordes da Covid19, definição orçamentária no Brasil e temporada de balanços

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As ações asiáticas fecharam a segunda-feira majoritariamente em alta (exceção índice Kospi na Coréia do Sul), enquanto os futuros de ações dos EUA oscilam entre perdas e ganhos, com a recuperação econômica global e as perspectivas de lucros corporativos afetando o sentimento dos investidores, apesar do aumento das infecções por Covid-19.
As ações chinesas apresentaram desempenho superior em meio a preocupações com a saúde da estatal China Huarong Asset Management , uma administradora de dívidas inadimplentes. O regulador financeiro da China disse na sexta-feira que Huarong tinha ampla liquidez, os primeiros comentários oficiais desde que a empresa perdeu o prazo para divulgar os lucros.
O índice de referência da Índia caiu para o nível mais baixo desde fevereiro, depois que os casos diários de coronavírus atingiram níveis recordes.
Algumas turbulências podem surgir no mercados de câmbio devido à tensão entre os EUA, a Rússia e a China e o Bitcoin reduziu as perdas depois de sofrer a maior queda desde fevereiro no fim de semana.
Dados econômicos robustos da China e dos Estados Unidos impulsionaram o sentimento dos investidores, levando o Índice Mundial MSCI All-Country a outro recorde, apesar das preocupações em torno da disseminação das variantes do Covid-19. As novas infecções na semana passada ultrapassaram 5,2 milhões, o maior número desde o início da pandemia.
O risco de outro aumento desestabilizador nos custos de empréstimos também diminuiu, à medida que os rendimentos dos títulos recuaram das altas recentes. Esta semana, os investidores buscarão mais confirmações da recuperação econômica global, à medida que a temporada de balanços ganha força.
A decisão do Banco Central Europeu no final da semana também chamará atenção. É provável que o BCE mantenha a política inalterada e pareça "cautelosamente otimista" em relação à economia e à estabilização das taxas de empréstimos.
Por aqui, além da já conhecida turbulência política, a adoção do chamado tratamento precoce da covid-19, que reúne medicamentos ineficazes ou ainda sem evidência contra a doença, já provoca racha em entidades médicas e levou alguns profissionais a entrarem com representação no Ministério Público Federal contra o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Embora diversos estudos científicos já tenham mostrado que drogas como a hidroxicloroquina e a azitromicina não funcionam contra o coronavírus, médicos de todo o País continuam a prescrevê-las, geralmente combinadas com outras medicações e vitaminas em uma composição que ficou conhecida como kit covid. A distribuição do kit passou a ser adotada por algumas prefeituras.
A prescrição desses remédios tem aval do CFM, que, em abril de 2020, emitiu parecer autorizando os médicos a indicarem hidroxicloroquina e azitromicina. Na época, ainda não havia evidências definitivas sobre a eficácia das drogas.
Um ano depois, porém, com vários estudos demonstrando que elas não reduzem o risco de agravamento da doença, o conselho mantém o parecer, apoiado no argumento da autonomia médica. Para o CFM, diante da falta de alternativas terapêuticas contra a doença, cabe ao médico, com o paciente, decidir que remédio usar.
Esse, porém, não é o mesmo entendimento de outras entidades médicas. Em março, a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou documento assinado por dezenas de sociedades científicas e associações federadas em que defendia o banimento do uso desses fármacos. Por iniciativa própria, a AMB colocou como signatária todas as suas 81 associadas, mas, após a divulgação do documento, 15 delas pediram para ter seus nomes retirados do documento.
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