Morning Call: mercados seguem apostando em retomada econômica apesar de revés com vacinas da AstraZeneca na Europa

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As ações asiáticas encerraram a na terça-feira em alta, depois que o otimismo sobre a recuperação econômica levou as ações dos EUA a novas altas recordes. Os rendimentos da dívida americana caíram, enquanto os investidores se preparam para a super quarta e a respectiva fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, busca de pistas sobre suas perspectivas de política monetária.

As ações registraram ganhos modestos no Japão e na China, onde os investidores esperavam por uma possível repressão mais ampla no setor de internet. Os futuros do S&P 500 flutuam próximos da estabilidade, depois que o benchmark avançou para uma quinta sessão de alta, liderado por serviços públicos e ações imobiliárias, enquanto a Apple e a Tesla ajudaram a impulsionar o índice Nasdaq

O foco do mercado está mesmo voltado para o comunicado do Fed na quarta-feira, que incluirão novas projeções econômicas e de taxas de juros. A tão comentada reflação pode se beneficiar se o banco central mantiver uma abordagem direta em relação ao recente aumento dos rendimentos dos treasuries. As apostas em uma recuperação econômica mais rápida já ajudaram a empurrar um indicador de inflação do mercado para seu nível mais alto desde 2008.
Olhando para um horizonte mais longo, os investidores estão avaliando o potencial de um pacote de gastos com infraestrutura e aumentos de impostos nos EUA.
No front do vírus, mais países europeus suspenderam o uso da vacina Covid-19 da AstraZeneca em meio a preocupações com os efeitos colaterais, atrasando a campanha de vacinação em praticamente toda a União Europeia.
Sob pressão para conter o avanço do novo coronavírus no País, o presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear o médico Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde. O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia vai substituir o general Eduardo Pazuello, demitido depois de acumular desgastes, como a demora para a compra de vacinas e falta de coordenação com Estados no combate à covid-19, e das quase 280 mil mortes causadas pela doença. Queiroga, que é pró-isolamento, será o quarto a assumir o comando da pasta desde o início da pandemia, há um ano.
A média móvel diária de óbitos pela covid-19 no Brasil bateu recorde pelo 17º dia consecutivo, chegando nesta segunda-feira, 15, a 1.855, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Essa média leva em consideração dados dos últimos sete dias para captar a tendência da pandemia, que tem sido de alta recorde ao longo do mês de março no País.
Há 14 dias, no dia 1º de março, a média móvel estava em 1.223. O número atual é 51,6% maior na comparação do período. Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.275 novos óbitos pela doença, fazendo o total de vítimas chegar a 279.602

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