Abril Verde: pela saúde e segurança no trabalho

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Bom dia, boa tarde, boa noite! Bem vindo a mais um podcast do Medicina do Conhecimento! Nosso podcast #109. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar, vamos falar do Abril Verde: pela saúde e segurança no trabalho. No dia 07 de abril é celebrado o dia Mundial da Saúde, instituída pela Organização Mundial da Saúde, que define que a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Já no dia 28 de abril, pessoas de todo o mundo celebram o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho”. Por esse motivo, o mês de abril é ideal para refletirmos a respeito dos cuidados com o bem-estar, a saúde e a qualidade de vida de todos os profissionais da saude. É necessário analisar por que é importante para empresas e governos investir na segurança e na prevenção de acidentes e se estão realmente fazendo o necessário. No contexto dos estabelecimentos da saúde, a segurança dos profissionais é essencial para que a melhor assistência seja oferecida às pessoas. Em situação de pandemia, é comum que esses trabalhadores passem a atuar de forma mais intensa, devido à alta demanda nos serviços e à escassez de profissionais. Na resposta à COVID-19, a completa segurança dos profissionais de saúde deve ser garantida não só pela empresa, mas principalmente pelo próprio profissional. Além das preocupações com a segurança pessoal, os profissionais de saúde encontram-se, muitas vezes, sob o risco de transmitir a infecção para suas famílias. Frequentemente, medidas de proteção como o distanciamento pessoal, principalmente em relação aos casos suspeitos e/ou confirmados de COVID-19, não podem ser aplicadas aos profissionais de saúde devido à própria dinâmica de trabalho. Em se tratando dos eventos adversos vividos com frequência pelo mundo frente à segurança ou melhor, pela ausência de segurança com os pacientes, a proteção e segurança ao trabalhador de saúde também confronta um grande desafio por ele mesmo poder ser considerado uma segunda vítima. Quando um erro resulta em dano ao paciente é comum que as instituições de saúde adotem medidas para prestar assistência a esse paciente e seus familiares. No entanto, muitas vezes o profissional de saúde envolvido nesse erro, embora vivencie uma experiência de angústia e sofrimento, não recebe suporte da instituição. A expressão “segunda vítima” é utilizada para se referir ao profissional de saúde que vivencia algum dano emocional ou sofrimento em função do envolvimento de um erro com dano ao paciente. É evidente que existe um risco de erro humano por trás de cada empreendimento/ação, mas cada pessoa deve ser responsabilizada apenas por atividades sob seu controle. Para a segurança do paciente, os profissionais de saúde devem ter ferramentas e ambiente adequados para executar as tarefas necessárias e coordenar esforços. Culpar somente os profissionais de saúde é uma abordagem corriqueira em nosso meio, o que representa um ato mais fácil do que direcioná-la à falha de um fluxo de segurança na assistência. Estudos sobre eventos adversos que atingem o paciente descrevem as principais causas falta de condições estruturais no ambiente de trabalho, materiais e equipamentos inadequados, dimensionamento insuficiente de pessoal, sobrecarga de trabalho, cansaço e estresse do profissional, erro de planejamento das atividades, falhas de processo e ausência de comunicação efetiva. No Abril Verde, principalmente em tempos de pandemia, quando enfretamos um inimigo constante e imprevisível, vale a discussão de programas cada vez mais holísticos de apoio aos profissionais de saúde. Faça sua parte, cumprindo de forma sistemática os protocolos de segurança de sua instituição e seja um pilar de apoio ao profissional que se envolveu como uma segunda vítima. O que você pensa sobre o assunto? Mande uma mensagem pelas nossas redes sociais.

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