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Pra que serve a arquitetura?

 
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Ciro Pirondi critica a anticidade dos shoppings e condomínios, comenta as enchentes no litoral paulista e o papel dos arquitetos na televisã Reconhecido como um nome de peso na arquitetura, o arquiteto e urbanista Ciro Pirondi é um ferrenho crítico da profissão quando usada apenas como modismo ou ferramenta de elegância. “Para a sociedade, é muito mais importante um bom padeiro do que um mau arquiteto”, conta. Autor de obras arquitetônicas com foco na revitalização de áreas públicas degradadas, ele enxerga em sua função um grande poder de harmonizar nossa relação com o espaço. Em um papo com o Trip FM, Ciro comenta as enchentes no litoral paulista, o papel dos arquitetos na televisão, julga a função dos grandes shoppings e condomínios nas cidades e celebra os 20 anos da Escola da Cidade, uma das principais instituições de ensino de arquitetura do Brasil, que ajudou a fundar. A conversa fica disponível no Spotify e no play aqui em cima. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2023/03/640b94cd662fe/tripfm-ciro-pirondi-mh.jpg; CREDITS=Divulgação; LEGEND=O arquiteto e urbanista Ciro Pirondi; ALT_TEXT=Ciro Pirondi] Trip. Qual é a sua leitura a respeito do que aconteceu recentemente com as enchentes no litoral paulista? Ciro Pirondi. Nós temos uma forma de ocupação do território nacional absolutamente equivocada. São erros sobre erros. O momento dessa tragédia é o momento de repensar a ocupação do nosso país. Vivemos em uma sociedade extremamente egoísta. É preciso mudar o paradigma da condição humana. Temos que começar a pensar que, quando nós chegamos, tudo isso aqui já existia. O solo é dado, não foi construído. As praias estavam aí, a mata estava aí. Nós temos que vencer essa ideia da sociedade segregada, construir uma sociedade que tenha a dimensão do encontro, do prazer de ver o outro junto, mesmo que diverso da gente. Essa condição, que pode parecer romântica, na verdade não é. É a única condição para sairmos dessa rota de colisão em que todas as cidades se encontram. Você tem falas criticando os shoppings e os condomínios fechados. O que está por trás dessa ideia? Nós inventamos a cidade para ser a confluência de muitos horizontes, e não de um só. A cidade dos condomínios e dos shoppings é a anticidade, pensando nos aspectos social e humano. Também está provado que o shopping suga a economia, fazendo com que os centros históricos passem a ser lugares abandonados. Eu não sou contra o shopping, mas ele não constitui um lugar de paz e equilíbrio, e sim de segregação. Qual é a sua opinião sobre a forma como a arquitetura é retratada na televisão? Quando arquitetura vira moda, e ainda uma moda elegante, ela perde a sua principal razão: ajudar a construir os abrigos humanos com beleza real. Beleza de luz corretamente entrando nos espaços, ventilação correta e proporções de volumes. A cultura arquitetônica no país é muito frágil, e é isso que a televisão demonstra. Nós somos prestadores de serviço a sociedade, nada mais do que isso. Não somos figuras para estarmos em destaque o tempo todo. Para a sociedade, é muito mais importante um bom padeiro do que um mau arquiteto.
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Ciro Pirondi critica a anticidade dos shoppings e condomínios, comenta as enchentes no litoral paulista e o papel dos arquitetos na televisã Reconhecido como um nome de peso na arquitetura, o arquiteto e urbanista Ciro Pirondi é um ferrenho crítico da profissão quando usada apenas como modismo ou ferramenta de elegância. “Para a sociedade, é muito mais importante um bom padeiro do que um mau arquiteto”, conta. Autor de obras arquitetônicas com foco na revitalização de áreas públicas degradadas, ele enxerga em sua função um grande poder de harmonizar nossa relação com o espaço. Em um papo com o Trip FM, Ciro comenta as enchentes no litoral paulista, o papel dos arquitetos na televisão, julga a função dos grandes shoppings e condomínios nas cidades e celebra os 20 anos da Escola da Cidade, uma das principais instituições de ensino de arquitetura do Brasil, que ajudou a fundar. A conversa fica disponível no Spotify e no play aqui em cima. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2023/03/640b94cd662fe/tripfm-ciro-pirondi-mh.jpg; CREDITS=Divulgação; LEGEND=O arquiteto e urbanista Ciro Pirondi; ALT_TEXT=Ciro Pirondi] Trip. Qual é a sua leitura a respeito do que aconteceu recentemente com as enchentes no litoral paulista? Ciro Pirondi. Nós temos uma forma de ocupação do território nacional absolutamente equivocada. São erros sobre erros. O momento dessa tragédia é o momento de repensar a ocupação do nosso país. Vivemos em uma sociedade extremamente egoísta. É preciso mudar o paradigma da condição humana. Temos que começar a pensar que, quando nós chegamos, tudo isso aqui já existia. O solo é dado, não foi construído. As praias estavam aí, a mata estava aí. Nós temos que vencer essa ideia da sociedade segregada, construir uma sociedade que tenha a dimensão do encontro, do prazer de ver o outro junto, mesmo que diverso da gente. Essa condição, que pode parecer romântica, na verdade não é. É a única condição para sairmos dessa rota de colisão em que todas as cidades se encontram. Você tem falas criticando os shoppings e os condomínios fechados. O que está por trás dessa ideia? Nós inventamos a cidade para ser a confluência de muitos horizontes, e não de um só. A cidade dos condomínios e dos shoppings é a anticidade, pensando nos aspectos social e humano. Também está provado que o shopping suga a economia, fazendo com que os centros históricos passem a ser lugares abandonados. Eu não sou contra o shopping, mas ele não constitui um lugar de paz e equilíbrio, e sim de segregação. Qual é a sua opinião sobre a forma como a arquitetura é retratada na televisão? Quando arquitetura vira moda, e ainda uma moda elegante, ela perde a sua principal razão: ajudar a construir os abrigos humanos com beleza real. Beleza de luz corretamente entrando nos espaços, ventilação correta e proporções de volumes. A cultura arquitetônica no país é muito frágil, e é isso que a televisão demonstra. Nós somos prestadores de serviço a sociedade, nada mais do que isso. Não somos figuras para estarmos em destaque o tempo todo. Para a sociedade, é muito mais importante um bom padeiro do que um mau arquiteto.
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