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Yuri Soledade: A tragédia no Havaí vista de dentro

 
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O surfista foi um dos primeiros a chegar em Lahaina, na ilha de Maui, após o incêndio que destruiu a região histórica e deixou 115 mortos No dia 25 de fevereiro de 2016, às 8 da manhã, o big rider baiano Yuri Soledade pegou a onda da sua vida. O paredão de mais de 20 metros que avançava em um bloco, feito um tsunami, é considerado uma das maiores ondas já surfadas na história. Mas não foi para falar de esporte que Yuri participou do Trip FM desta semana. Morador da ilha de Maui, no Havaí, ele foi um dos primeiros a chegar de barco em Lahaina após o trágico incêndio que destruiu a região histórica e deixou, por enquanto, 115 mortos; outras centenas de pessoas estão desaparecidas. No papo, ele conta como a comunidade com menos de 200 mil pessoas se uniu para tentar se reerguer, fala do prejuízo de perder o seu restaurante para o fogo, responsabiliza as autoridades americanas e descreve o que viu horas depois da tragédia. A conversa completa fica disponível no Spotify e aqui no site da Trip. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2023/08/64e913403a140/yuri-soledade-surfista-havai-incendios-lahaina-tripfm-mh.jpg; CREDITS=Divulgação; LEGEND=Lahaina; ALT_TEXT=Lahaina] Trip. Você consegue explicar o que aconteceu? E como você e sua família estão? Yuri Soledade. A gente teve um furacão que passou perto, ventos muito fortes, e isso, somado a fatores como o verão muito seco e a falta de preparação do governo, causou uma das piores tragédias dos Estados Unidos. Graças a Deus, a minha família está a salvo: a destruição aconteceu toda em Lahaina. Eu tinha um restaurante na região e fui uma das primeiras pessoas a pisar lá, a levar um barco. Ainda estava pegando fogo em tudo. Quando cheguei, entrei em choque. São cenas que nem em filme você vê. Meus empregados perderam tudo, mas estão bem. E como vai ser o impacto financeiro? O prejuízo é muito grande, mas a gente precisa olhar para frente. A comunidade precisa da nossa garra e esse é o nosso foco agora. Não quero pensar em dinheiro, mas estou preocupado com meus funcionários. Espero que o governo ajude, pois as pessoas estão precisando muito. Ainda não sei como a gente vai recuperar essa ilha de Maui. O que você viu quando chegou em Lahaina? Imagino que em poucos lugares do mundo já tenha ocorrido uma tragédia dessa. A quantidade de pessoas mortas, animais, o prejuízo cultural… Lahaina foi a primeira capital do estado havaiano, era a principal cidade turística. E não tinha infraestrutura, não tinha polícia, corpo de bombeiros, não tinha nada. Isso acarretou nesse desastre com mais de mil pessoas desaparecidas. Sem contar os imigrantes mexicanos, filipinos, que são pessoas invisíveis ao sistema e vão continuar invisíveis. Nos primeiros dias, quem ajudou foi a comunidade. Fora que começou uma campanha para evitar que as pessoas venham para cá – o que forma uma segunda onda de obstáculos, já que a população vive do turismo.
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