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#11 | Peter Gabriel: A World Music e a política

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Raros artistas do pop que fizeram vastas produções que marcaram a década de 70 conseguiram a proeza de acompanhar a mudança dos tempos e suas relações com a música, com o tempo, com a política e com a indústria nos anos 80. Gabriel é um exemplo dessa raridade. Um músico, compositor e cantor sofisticado que liderou a banda de rock progressivo Genesis e que - já nos anos 70 - era um letrista refinado, um artista conceitual e engajado.
Quando chegaram os tais anos 80, Peter Gabriel, que já tinha uma carreira solo desde 1977 com um som que não poderia mais ser chamado de progressivo, mesmo contendo vários ecos ainda progressivos, vai ouvir e entender muito bem o punk e a new wave. Vai ouvir, compreender, incorporar com ritmos afro, brasileiros, latinos, fazer uma canção icônica anti-apartheid (Biko, dico "Melt", 1980) e - com o álbum "Security" - radicalizar na explosão desses ritmos e da World Music oitentista.
Além disso, Gabriel vai transformar em poesia com uma sensibilidade ímpar o clima que a guerra fria, o thatcherismo, o reagnismo e o apartheid traziam pro mundo. Sensibilidade, crítica e ironia. O clima de espionagem, a KGB, a Cia, Yuri Andropov, Thacher e Reagan, as ditaduras latino-americanas e uma música que através de letras metafóricas e alegóricas - às vezes meio surrealistas, outras vezes cronísticas, urbanas e epifânicas - se entusiasmava e evocava outras narrativas não hegemônicas, outros ritmos, outras epistemes estéticas e folclóricas.
Gabriel estava interessado principalmente em fundir o pop a um som de outros sotaques, outras histórias neste álbum de hoje, o Peter Gabriel 4: "Security".
Músicas

  • Sebastiana (Gal Costa)
  • Kiss of life
  • Rhythm of the heat
  • Lay your hands on me
  • I have the touch
  • Wallflower

Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: Juliana Barbosa
Segue a gente lá no insta: @umpaposobresom

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Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH

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Raros artistas do pop que fizeram vastas produções que marcaram a década de 70 conseguiram a proeza de acompanhar a mudança dos tempos e suas relações com a música, com o tempo, com a política e com a indústria nos anos 80. Gabriel é um exemplo dessa raridade. Um músico, compositor e cantor sofisticado que liderou a banda de rock progressivo Genesis e que - já nos anos 70 - era um letrista refinado, um artista conceitual e engajado.
Quando chegaram os tais anos 80, Peter Gabriel, que já tinha uma carreira solo desde 1977 com um som que não poderia mais ser chamado de progressivo, mesmo contendo vários ecos ainda progressivos, vai ouvir e entender muito bem o punk e a new wave. Vai ouvir, compreender, incorporar com ritmos afro, brasileiros, latinos, fazer uma canção icônica anti-apartheid (Biko, dico "Melt", 1980) e - com o álbum "Security" - radicalizar na explosão desses ritmos e da World Music oitentista.
Além disso, Gabriel vai transformar em poesia com uma sensibilidade ímpar o clima que a guerra fria, o thatcherismo, o reagnismo e o apartheid traziam pro mundo. Sensibilidade, crítica e ironia. O clima de espionagem, a KGB, a Cia, Yuri Andropov, Thacher e Reagan, as ditaduras latino-americanas e uma música que através de letras metafóricas e alegóricas - às vezes meio surrealistas, outras vezes cronísticas, urbanas e epifânicas - se entusiasmava e evocava outras narrativas não hegemônicas, outros ritmos, outras epistemes estéticas e folclóricas.
Gabriel estava interessado principalmente em fundir o pop a um som de outros sotaques, outras histórias neste álbum de hoje, o Peter Gabriel 4: "Security".
Músicas

  • Sebastiana (Gal Costa)
  • Kiss of life
  • Rhythm of the heat
  • Lay your hands on me
  • I have the touch
  • Wallflower

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