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#18 | Crosby Stills and Nash: Os doidões existenciais

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Hoje vamos falar desse trio de trovadores contraculturais, falamos do disco "Crosby Stills and Nash" de 1969, ainda sem o Young, que entraria logo depois para gravar o disco "Deja vu" e compor a formação como quarteto, não mais trio. "Deja vu" é um disco também estupendo e Neil Young talvez seja o mais completo e denso entre os quatro artistas, mas o podcaster ainda acha esse disco do trio superior.

Pena afiada dos três. Por exemplo, David Crosby na psicodélica "Guinnevere”, faixa em que a caneta de Crosby nos arremessa a uma poesia de amor e liberdade e mistério, colocando o libelo libertário, existencial e contracultural de Dylan em "Like a rolling stone" outros ingredientes.
Crosby inseria nessa liberdade em se perder e nessa alta carga existencial e beatnik dos anos 60 do eu lírico dylanesco um certo enigma alegórico em forma de mulher. Guinnevere é a famosa mulher dividida entre Lancelot e Rei Arthur, mas segundo uma entrevista era para Crosby outras duas: Joni Mitchel ou possivelmente uma namorada de Crosby da época ou uma terceira mulher que ele não revelou. Mas de todo jeito parece uma porta, um caminho que se segue sem que se saiba onde seus passos o levam, que se abre ao horizonte incógnito e insondável.
A recusa à forma de vida dominado pelo status quo americano e sua luta beligerante representada nos horrores da guerra do Vietnã era uma força motriz para esses rapazes doidões em seus baseados e LSDs e de tudo um pouco foi rolando ao longo da carreira de todos.
Stephen Stills arrasa no blues groovesado, psicodélico e um tico jazzy de “Wooden Ships”. Na letra a gente consegue bem entender o momento, a guerra do Vietnã, a aflição que envolvia a cena contrcultural para além da utopia, e compreendemos também a própria utopia hippie. Não é por acaso que Crosby, Nash, Young e Stills fizeram campanha para Bernie Sanders.
"Helplessly hoping", de Stephen Stills, exala graciosidade e lirismo hippie; "Lady of the island", de Graham Nash, é uma faixa belíssima e densa também, o disco inteiro é uma obra-prima. Toda a mistura e alquimia musical desse folk rock que pavimenta um caminho para o soft rock – de quebra para o Adult Contemporary –, Steely Dan, Doobie Borthers e toda uma geração dos anos 70 que foi influenciada pelo CSN (alguns dizem que até o rock progressivo). Sobre o rock progressivo não sei, talvez na complexidade ousada das quebras rítmicas e viradas em "Suite: Judy Blue Eyes".

O que todos nós lamentamos é que esses ícones da cena flower power não eram muito amorosos uns com os outros. Pegaram a fama de hippies brigões, que abusavam de todas as drogas full time e disputavam holofotes em brigas de ego. E o trio se desmantelou. Na verdade se desmantelou já como quarteto, embora a formação de trio tenha tido uma bela volta em 1977 no clássico disco intitulado "CSN", conhecido como “o disco do barco” por causa da capa. Mas mesmo assim, que brisa deliciosa esse álbum, que trip boa!

Bora dar o play! E segue o @umpaposobresom no Instagram!
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Pena afiada dos três. Por exemplo, David Crosby na psicodélica "Guinnevere”, faixa em que a caneta de Crosby nos arremessa a uma poesia de amor e liberdade e mistério, colocando o libelo libertário, existencial e contracultural de Dylan em "Like a rolling stone" outros ingredientes.
Crosby inseria nessa liberdade em se perder e nessa alta carga existencial e beatnik dos anos 60 do eu lírico dylanesco um certo enigma alegórico em forma de mulher. Guinnevere é a famosa mulher dividida entre Lancelot e Rei Arthur, mas segundo uma entrevista era para Crosby outras duas: Joni Mitchel ou possivelmente uma namorada de Crosby da época ou uma terceira mulher que ele não revelou. Mas de todo jeito parece uma porta, um caminho que se segue sem que se saiba onde seus passos o levam, que se abre ao horizonte incógnito e insondável.
A recusa à forma de vida dominado pelo status quo americano e sua luta beligerante representada nos horrores da guerra do Vietnã era uma força motriz para esses rapazes doidões em seus baseados e LSDs e de tudo um pouco foi rolando ao longo da carreira de todos.
Stephen Stills arrasa no blues groovesado, psicodélico e um tico jazzy de “Wooden Ships”. Na letra a gente consegue bem entender o momento, a guerra do Vietnã, a aflição que envolvia a cena contrcultural para além da utopia, e compreendemos também a própria utopia hippie. Não é por acaso que Crosby, Nash, Young e Stills fizeram campanha para Bernie Sanders.
"Helplessly hoping", de Stephen Stills, exala graciosidade e lirismo hippie; "Lady of the island", de Graham Nash, é uma faixa belíssima e densa também, o disco inteiro é uma obra-prima. Toda a mistura e alquimia musical desse folk rock que pavimenta um caminho para o soft rock – de quebra para o Adult Contemporary –, Steely Dan, Doobie Borthers e toda uma geração dos anos 70 que foi influenciada pelo CSN (alguns dizem que até o rock progressivo). Sobre o rock progressivo não sei, talvez na complexidade ousada das quebras rítmicas e viradas em "Suite: Judy Blue Eyes".

O que todos nós lamentamos é que esses ícones da cena flower power não eram muito amorosos uns com os outros. Pegaram a fama de hippies brigões, que abusavam de todas as drogas full time e disputavam holofotes em brigas de ego. E o trio se desmantelou. Na verdade se desmantelou já como quarteto, embora a formação de trio tenha tido uma bela volta em 1977 no clássico disco intitulado "CSN", conhecido como “o disco do barco” por causa da capa. Mas mesmo assim, que brisa deliciosa esse álbum, que trip boa!

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