Artwork

Conteúdo fornecido por Centro de Apoio ao Tabagista. Todo o conteúdo do podcast, incluindo episódios, gráficos e descrições de podcast, é carregado e fornecido diretamente por Centro de Apoio ao Tabagista ou por seu parceiro de plataforma de podcast. Se você acredita que alguém está usando seu trabalho protegido por direitos autorais sem sua permissão, siga o processo descrito aqui https://pt.player.fm/legal.
Player FM - Aplicativo de podcast
Fique off-line com o app Player FM !

Episode 274: CAT_ PROGRAMA VIVA VOZ SAÚDE - O Abandono do Tratamento da Tuberculose

1:29:27
 
Compartilhar
 

Manage episode 353211046 series 2997130
Conteúdo fornecido por Centro de Apoio ao Tabagista. Todo o conteúdo do podcast, incluindo episódios, gráficos e descrições de podcast, é carregado e fornecido diretamente por Centro de Apoio ao Tabagista ou por seu parceiro de plataforma de podcast. Se você acredita que alguém está usando seu trabalho protegido por direitos autorais sem sua permissão, siga o processo descrito aqui https://pt.player.fm/legal.
CAT_ PROGRAMA VIVA VOZ SAÚDE - O Abandono do Tratamento da Tuberculose
No Programa Viva Voz Saúde (Rádio NSC) de 21 de janeiro de 2023, uma iniciativa do Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, entrevistamos Fabiana Assumpção, enfermeira, Professora Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, mestrado em Enfermagem, por esta universidade (1999); doutorado em Ciências, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2006); pós-doutorado em HIV/Aids, pela Universidade Federal de Juíz de Fora - UFJF (2016); Líder do grupo de pesquisa CNPq Tuberculose, HIV/Aids e Doenças Negligenciadas; e coordenadora do Curso do Programa de Pós-Graduação em Infecção HIV/AIDS e Hepatites Virais (de dez/2016 até jan/2023).
O tema que propusemos à convidada é caro a ambos. A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta a humanidade antes mesmo desta existir, já tendo sido identificados vestígios de sua presença na espécie anterior à nossa, na espécie Homo erectus.
A descoberta do agente causador da tísica foi anunciada na Alemanha, no final do Século XIX, e a primeira medicação a combatê-la surgiu pouco mais de meio século depois, nos EUA. Tanto o médico alemão Robert Koch, quanto o ucraniano naturalizado americano, Selman Waksman, foram respectivamente agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina, em 1910 e 1952.
Entretanto, de nada vale o avanço extraordinário da ciência no enfrentamento da antigamente denominada Peste Branca, se, de posse do diagnóstico da doença e de posse dos medicamentos ofertados pelo sistema único de saúde brasileiro, os atingidos pela bactéria não compreendam a necessidade do cumprimento da tomada de todas as doses preconizadas _ 180 doses nos tratamentos regulares.
No entanto, nós ativistas temos nos posicionado da forma seguinte: os pacientes de TB não abandonam o tratamento, eles são abandonados pela Unidade de Saúde, pelo sistema sanitário, que não dota as equipes de recursos que possibilitem que os abandonos sejam prevenidos e/ou evitados. Uma política pública desta magnitude precisa forçamente de uma racionalidade multissetorial e transdisciplinar.
O abandono do tratamento pode gerar o desenvolvimento de cepas de bactérias mutantes, bactérias estas que podem passar a não mais sucumbir aos fármacos indicados inicialmente. Daí, o surgimento de bacilos classificados como DR (drogarresistente), MDR (multidrogarresistente), XDR (resistente a várias drogas e de vários esquemas de antibióticos) e XXDR (extensivamente resistente). Uma destas mutações, ao ocorrer em KwaZulu-Natal (África), levou à morte dos pacientes em 28 dias, em 98% dos casos.
O esquema de tratamento padrão da Tuberculose no Brasil atualmente é composto por 4 antibióticos e a sua eficácia é muito impactante, de forma positiva. Portanto, é fundamental que esclareçamos a população, em geral, e os pacientes e seus familiares, em particular, de que somos todos partícipes deste esforço de controle da epidemia da TB em nosso país. A eficácia do tratamento está diretamente relacionada ao tratamento regular e completo da doença.
Dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde brasileiro dão conta de que o abandono de tratamento da TB no país (2020) está, em média, em 12,6%, mas há capitais em que esta taxa ultrapassa 30%. Se temos mais de 70 mil casos novos de tuberculose diagnosticados anualmente, a taxa de abandono do tratamento nestes percentuais é absolutamente inadmissível!

  continue reading

200 episódios

Artwork
iconCompartilhar
 
Manage episode 353211046 series 2997130
Conteúdo fornecido por Centro de Apoio ao Tabagista. Todo o conteúdo do podcast, incluindo episódios, gráficos e descrições de podcast, é carregado e fornecido diretamente por Centro de Apoio ao Tabagista ou por seu parceiro de plataforma de podcast. Se você acredita que alguém está usando seu trabalho protegido por direitos autorais sem sua permissão, siga o processo descrito aqui https://pt.player.fm/legal.
CAT_ PROGRAMA VIVA VOZ SAÚDE - O Abandono do Tratamento da Tuberculose
No Programa Viva Voz Saúde (Rádio NSC) de 21 de janeiro de 2023, uma iniciativa do Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, entrevistamos Fabiana Assumpção, enfermeira, Professora Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, mestrado em Enfermagem, por esta universidade (1999); doutorado em Ciências, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2006); pós-doutorado em HIV/Aids, pela Universidade Federal de Juíz de Fora - UFJF (2016); Líder do grupo de pesquisa CNPq Tuberculose, HIV/Aids e Doenças Negligenciadas; e coordenadora do Curso do Programa de Pós-Graduação em Infecção HIV/AIDS e Hepatites Virais (de dez/2016 até jan/2023).
O tema que propusemos à convidada é caro a ambos. A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta a humanidade antes mesmo desta existir, já tendo sido identificados vestígios de sua presença na espécie anterior à nossa, na espécie Homo erectus.
A descoberta do agente causador da tísica foi anunciada na Alemanha, no final do Século XIX, e a primeira medicação a combatê-la surgiu pouco mais de meio século depois, nos EUA. Tanto o médico alemão Robert Koch, quanto o ucraniano naturalizado americano, Selman Waksman, foram respectivamente agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina, em 1910 e 1952.
Entretanto, de nada vale o avanço extraordinário da ciência no enfrentamento da antigamente denominada Peste Branca, se, de posse do diagnóstico da doença e de posse dos medicamentos ofertados pelo sistema único de saúde brasileiro, os atingidos pela bactéria não compreendam a necessidade do cumprimento da tomada de todas as doses preconizadas _ 180 doses nos tratamentos regulares.
No entanto, nós ativistas temos nos posicionado da forma seguinte: os pacientes de TB não abandonam o tratamento, eles são abandonados pela Unidade de Saúde, pelo sistema sanitário, que não dota as equipes de recursos que possibilitem que os abandonos sejam prevenidos e/ou evitados. Uma política pública desta magnitude precisa forçamente de uma racionalidade multissetorial e transdisciplinar.
O abandono do tratamento pode gerar o desenvolvimento de cepas de bactérias mutantes, bactérias estas que podem passar a não mais sucumbir aos fármacos indicados inicialmente. Daí, o surgimento de bacilos classificados como DR (drogarresistente), MDR (multidrogarresistente), XDR (resistente a várias drogas e de vários esquemas de antibióticos) e XXDR (extensivamente resistente). Uma destas mutações, ao ocorrer em KwaZulu-Natal (África), levou à morte dos pacientes em 28 dias, em 98% dos casos.
O esquema de tratamento padrão da Tuberculose no Brasil atualmente é composto por 4 antibióticos e a sua eficácia é muito impactante, de forma positiva. Portanto, é fundamental que esclareçamos a população, em geral, e os pacientes e seus familiares, em particular, de que somos todos partícipes deste esforço de controle da epidemia da TB em nosso país. A eficácia do tratamento está diretamente relacionada ao tratamento regular e completo da doença.
Dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde brasileiro dão conta de que o abandono de tratamento da TB no país (2020) está, em média, em 12,6%, mas há capitais em que esta taxa ultrapassa 30%. Se temos mais de 70 mil casos novos de tuberculose diagnosticados anualmente, a taxa de abandono do tratamento nestes percentuais é absolutamente inadmissível!

  continue reading

200 episódios

Todos los episodios

×
 
Loading …

Bem vindo ao Player FM!

O Player FM procura na web por podcasts de alta qualidade para você curtir agora mesmo. É o melhor app de podcast e funciona no Android, iPhone e web. Inscreva-se para sincronizar as assinaturas entre os dispositivos.

 

Guia rápido de referências