VP009-Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e Propósito – PensarAção

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Por Ettore Riter e Daniel Renato de Lima, Ettore Riter, and Daniel Renato de Lima descoberto pelo Player FM e nossa comunidade - Os direitos autorais são de propriedade do editor, não do Player FM, e o áudio é transmitido diretamente de seus servidores. Toque no botão Assinar para acompanhar as atualizações no Player FM, ou copie a feed URL em outros aplicativos de podcast.

Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e PropósitoEsse é o quarto e último grupo de pilares dos “12 Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e Propósito”. Vamos esclarecer do que é o que não é Qualidade de Vida, vamos falar sobre o equilíbrio entre satisfação e realidade e apresentar os 3 pilares: Lazer/prazer, Autoconhecimento e Propósito/Ser-no-mundo.

Mas não se preocupe, vamos ainda continuar abordando o tema da Qualidade de vida através de entrevistas, aplicações e desdobramentos dos temas. Sabemos que é um assunto importante, muito interessante e que afeta diretamente a vida de cada pessoa em diversos contextos.

Nós buscamos Qualidade de Vida

Todos nós buscamos melhorar a qualidade de vida nossa e de quem nos importamos. Espontaneamente definimos e medimos as condições da própria vida e as de outras pessoas. Esses critérios que criamos se referem a um bem estar que envolve diversos âmbitos, como o físico, o mental, o psicológico, o emocional, o espiritual, os relacionamentos sociais e familiares além de saúde, educação, financeiro, carreira, poder aquisitivo, habitação, saneamento básico e outras circunstâncias da vida.

OMSA Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que saúde é o pleno bem estar bio-psico-social, e dá muita importância ao tema da Qualidade de Vida. Prova disso é que sistematizou e disponibilizou um questionário para medidas e pesquisas (http://www.ufrgs.br/psiquiatria/psiq/whoqol.html) sobre o tema. Há vários estudos disponível em sites agregadores de periódicos científicos.

O que a Qualidade de vida não é

A Qualidade de Vida não deve ser confundida com um padrão de vida, um status ou um estilo de viver. Essa confusão comum, aparentemente simples e desimportante, leva a perder os parâmetros para o equilíbrio e os comportamentos saudáveis. O que pode diferenciar o padrão de vida das pessoas é uma estimativa — mais subjetiva que objetiva — de bem estar da pessoa, com base na quantidade de bens e serviços consumidos.

Na realidade, essa não é uma medida objetiva, válida e coerente, mas baseada na crença de que os bens preenchem critérios de valorização pessoal, atendem um ideal social ou satisfazem um vazio particular. A superficialidade e imediatismo desse referencial promove julgamentos equivocados quanto a satisfação real ou esperada de uma demanda de status, gerando conflitos internos — entre o que se percebe possuir e a sensação de insatisfação, insaciabilidade ou desarranjo pessoal.

Equilíbrio entre satisfação e realidade

equilibrio-das-pedrasNa Qualidade de Vida existe uma adequações entre o que quero e o que tenho ou o que posso ter. Esse equilíbrio é dinâmico e pode ser bastante sensível, mudando conforme se alteram as condições de vida, as experiências ou as percepções pessoais. A estabilidade desse equilíbrio dinâmico está na capacidade da pessoa lidar com as coisas prazerosa e não prazerosas e com as coisas da realidade em choque com as suas fantasias, sonhos e desejos. (Freud teorizou sobre esses aspectos, definindo o Princípio do Prazer e o da Princípio da Realidade).

Geralmente, preferimos atendem desejos ou eliminar desconfortos imediatos. Tendemos, então, a preterir ações que não tragam resultados esperados em ato contínuo, ou seja curto ou curtíssimo prazo. Essa postura tende a prejudicar o desenvolvimento de projetos e ações de médio e longo prazo, favorecendo a procrastinação e as desistências diante das frustrações e obstáculos.

Chamamos de Qualidade de Vida o equilíbrio que experimentamos entre o que faço e o que não posso fazer, entre o que conquisto e o que não posso realizar. Nesses dilemas do que eu quero e o que me é possível, estou em um duelo, mesmo não consciente.

Tenho que encontrar um equilíbrio entre “o que quero”, “o que posso” e “o que devo”. Nem sempre o que quero, eu posso ou devo, ou o que devo, eu possa ou queira fazer. Esses três verbos estão sempre a nossa frente, numa equação que exigem uma certa reflexão. Tal duelo se aplica a todas as áreas da qualidade de vida, interferindo e moldando nossas decisões e avaliações sobre a qualidade da vida que temos.

Os Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e Propósito

  • Lazer/prazer, que pode dar um sentido ao dia, atribuindo prazer e satisfação ao dia, à atividade realizada e a vida em modo geral;
  • Autoconhecimento, que se refere a conhecer a si mesmo, seus sonhos, sua realidade, sua identidade, suas dificuldades, suas limitações etc.. Cada ação que fazemos e cada pessoa com quem nos relacionamos nos dá informações sobre nós mesmos. Se ficarmos atentos a isso e ao que sentimos nessas relações podemos gradualmente ampliar o conhecimento de si mesmo.
  • Ser-no-mundo, que envolve um propósito de vida, uma missão pessoal, o reconhecimento de meus valores e de como me encaixo no meu grupo social e como contribuo com ele.

Como se pode extrair o melhor de uma ferramenta? Conhecendo-a.

autoconhecimento-é-mais-que-olhar-se-no-espelho
Autoconhecimento é mais que olhar-se no espelho.

Vale um destaque para o conhecimento de si, que constantemente é pouco prático, pouco compreendido e, por isso, recebe pouco valor e é rapidamente riscado da lista.

Nada se pode fazer sem primeiro aceitar o real. Os fatos em si são apenas dados brutos e neutros. Geralmente lidamos com a interpretação que fazemos deles, definindo como positivos e do negativos, conforme meu próprio referencial subjetivo. É importante estar atento para tentar compreender a realidade como fatos — mais objetivos que subjetivos.

Reconhecer meus pontos fortes e fracos, preferências, sentimentos, medos, preconceitos etc. é outro ponto importante pois me permite lidar com essa realidade que passo a ter um contato mais honesto. Assim podemos lidar melhor com o ciclo do comportamento, alterando o que precisamos para construir uma Qualidade de Vida mais adequada.

Indicação de um Livro

Descubra seus Pontos Fortes” de Marcus Buckingham e Donald O CliftonO livro “Descubra seus Pontos Fortes” de Marcus Buckingham e Donald O. Clifton pode ser um bom ponto de partida para você que quer ampliar seu conhecimento de si e obter um melhor ajustamento no seu contexto pessoal, social ou profissional.

Baseado em pesquisas feitas pelo Instituto Gallup com mais de 2 milhões de pessoas, propõe uma mudança na maneira de pensar sobre o aprimoramento de nosso desempenho profissional, por exemplo, incentivando investir nos seus pontos reconhecidamente fortes. Os autores fundamentam e ampliam essa perspectiva, em uma leitura bem simples e direta.

Mais sobre esse tema pode ser visto no artigo http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/mochileiro-corporativo/2011/08/08/voce-foi-contratado-pelos-seus-pontos-fortes-saiba-como-identifica-los-e-aproveite-esta-dicaduka/.

O que é “ser no mundo”

Segundo Heidegger, filosofo alemão do existencialismo, existe um sentimento próprio do homem de não se sentir em casa, ou seja, de ser estrangeiro em relação a si mesmo, gerando angústia.

Não se é apenas um coadjuvante ou personagem deste tempo/espaço, mas alguém que pode modificar o futuro através do agora.

Será que sou parte de algo maior? Parte de algo posso afirmar, de algo maior depende das crenças e no que acredita.

Livros indicados nesse episódio

Vídeo indicado nesse episódio

ESCUTE. PRATIQUE. MULTIPLIQUE.
O Propósito é pessoal e intransferível.

Trilha Sonora do Episódio

  • Trafic de Blues – Steady B.
  • David S. Blue – Forever
  • Jazz Oil – Lufon
  • Kevin MacLeod – Fork and Spoon
  • Sim Band – Listen To Me
  • Trafic de Blues – Time to funk
  • Fuzzy Tunes – King Louie

Escute aqui o PodCast

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