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Museu do Louvre abre temporada cultural de Paris 2024 com grande exposição sobre origem da Olimpíada

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O Louvre, o maior museu do mundo, entrou oficialmente na programação de Paris 2024 com a mostra "Olimpismo", que ilustra como os inventores dos jogos modernos no final do século 19, liderados por Pierre de Coubertin, se inspiraram nas imagens da Antiguidade para identificar suas fontes iconográficas, entender o contexto político e compreender como seus organizadores procuraram reinventar as competições da Grécia antiga, mesmo que às vezes as distorcendo ou instrumentalizando.

"É uma exposição altamente original que mostra como a invenção dos jogos modernos no final do século 19 ocorreu no círculo em torno de Pierre de Coubertin, porque ele não estava sozinho. É isso que descobrimos na mostra Olimpismo, como esse círculo de pessoas se inspirou nas coleções de antiguidades gregas do Louvre. Assim, podemos compreender esse elo de inspiração que nos liga de um século para o outro, entre o Louvre e o que chamamos de Olimpismo", diz Laurence de Cars, a primeira mulher a dirigir o Museu do Louvre.

Presidente de Paris 2024, Tony Estanguet elogiou a exposição e a olimpíada cultural, projeto que reúne os cinco maiores museus de Paris, respectivamente o Louvre, Museu D’Orsay, Quai Branly, Centre Pompidou e Museu de l’Orangerie.

"Esse desejo de combinar esporte e cultura existe desde os tempos antigos e foi revivido por Pierre de Coubertin, que também queria incluir eventos artísticos durante os Jogos. E hoje, com essa exposição e esse projeto olímpico cultural, com esses cinco grandes museus em jogo, é exatamente esse estado de espírito que queríamos mostrar durante Paris 2024", elogiou.

Violaine Jeammet, conservadora-geral do departamento de antiguidades gregas do Louvre, e uma das curadoras, conta mais sobre o contexto da exposição.

"Essa exposição não se trata tanto de competições antigas, mas sim da criação do Olimpismo moderno, com essa iconografia antiga, que foi muito bem utilizada pelo designer Émile Gilliéron para criar uma comunicação extremamente moderna e contundente, usando os meios mais eficazes da época, ou seja, pôsteres, cartões postais e, acima de tudo, selos. Esse foi o início do nascimento da filatelia olímpica. Mas também mostramos a galvanoplastia (processo de recobrimento metálico de objetos), para os troféus dos atletas modernos. As obras do Louvre, recentemente exumadas do solo grego, foram usadas em um contexto histórico, político e artístico no qual a arqueologia, então em plena expansão, e a Grécia desempenharam um papel importante para compor esta exposição", explica.

Olhar crítico

Mas nem só de exaltação de um ideal atlético e espiritual olímpico é feita a exposição Olimpismo, em cartaz no Louvre. Um de seus curadores, Alexandre Farnoux, professor de arqueologia e de arte grega na Sorbonne, deixa clara a visão crítica do museu sobre a mostra.

"Ao pegar realidades antigas e transformá-las para adaptá-las às necessidades do olimpismo moderno, queremos dar ao público desta mostra os meios para entender como os estereótipos que hoje alimentam o olimpismo contemporâneo foram criados em um certo imaginário, e como esses estereótipos são divertidos de desenhar ao comparar as imagens produzidas com as origens que as inspiraram", diz Farnoux.

"E como, às vezes, eles também são distorções da realidade antiga, e essas distorções não são nada divertidas, porque manifestam modos de exclusão, especialmente sobre a participação feminina nos jogos, ou sobre modos de exploração de uma imagem do corpo masculino branco e saudável, como foi explorado, por exemplo, pelos nazistas nas Olimpíadas de Berlim", relembra.

A exposição Olimpismo fica em cartaz no Museu do Louvre até o dia 16 de setembro.

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"É uma exposição altamente original que mostra como a invenção dos jogos modernos no final do século 19 ocorreu no círculo em torno de Pierre de Coubertin, porque ele não estava sozinho. É isso que descobrimos na mostra Olimpismo, como esse círculo de pessoas se inspirou nas coleções de antiguidades gregas do Louvre. Assim, podemos compreender esse elo de inspiração que nos liga de um século para o outro, entre o Louvre e o que chamamos de Olimpismo", diz Laurence de Cars, a primeira mulher a dirigir o Museu do Louvre.

Presidente de Paris 2024, Tony Estanguet elogiou a exposição e a olimpíada cultural, projeto que reúne os cinco maiores museus de Paris, respectivamente o Louvre, Museu D’Orsay, Quai Branly, Centre Pompidou e Museu de l’Orangerie.

"Esse desejo de combinar esporte e cultura existe desde os tempos antigos e foi revivido por Pierre de Coubertin, que também queria incluir eventos artísticos durante os Jogos. E hoje, com essa exposição e esse projeto olímpico cultural, com esses cinco grandes museus em jogo, é exatamente esse estado de espírito que queríamos mostrar durante Paris 2024", elogiou.

Violaine Jeammet, conservadora-geral do departamento de antiguidades gregas do Louvre, e uma das curadoras, conta mais sobre o contexto da exposição.

"Essa exposição não se trata tanto de competições antigas, mas sim da criação do Olimpismo moderno, com essa iconografia antiga, que foi muito bem utilizada pelo designer Émile Gilliéron para criar uma comunicação extremamente moderna e contundente, usando os meios mais eficazes da época, ou seja, pôsteres, cartões postais e, acima de tudo, selos. Esse foi o início do nascimento da filatelia olímpica. Mas também mostramos a galvanoplastia (processo de recobrimento metálico de objetos), para os troféus dos atletas modernos. As obras do Louvre, recentemente exumadas do solo grego, foram usadas em um contexto histórico, político e artístico no qual a arqueologia, então em plena expansão, e a Grécia desempenharam um papel importante para compor esta exposição", explica.

Olhar crítico

Mas nem só de exaltação de um ideal atlético e espiritual olímpico é feita a exposição Olimpismo, em cartaz no Louvre. Um de seus curadores, Alexandre Farnoux, professor de arqueologia e de arte grega na Sorbonne, deixa clara a visão crítica do museu sobre a mostra.

"Ao pegar realidades antigas e transformá-las para adaptá-las às necessidades do olimpismo moderno, queremos dar ao público desta mostra os meios para entender como os estereótipos que hoje alimentam o olimpismo contemporâneo foram criados em um certo imaginário, e como esses estereótipos são divertidos de desenhar ao comparar as imagens produzidas com as origens que as inspiraram", diz Farnoux.

"E como, às vezes, eles também são distorções da realidade antiga, e essas distorções não são nada divertidas, porque manifestam modos de exclusão, especialmente sobre a participação feminina nos jogos, ou sobre modos de exploração de uma imagem do corpo masculino branco e saudável, como foi explorado, por exemplo, pelos nazistas nas Olimpíadas de Berlim", relembra.

A exposição Olimpismo fica em cartaz no Museu do Louvre até o dia 16 de setembro.

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