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Ex-Salão do Livro, Festival do Livro de Paris é maior vitrine para autores estrangeiros na França

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Com a expectativa de receber mais de 100 mil visitantes em três dias, o Festival do Livro de Paris é uma verdadeira maratona para autores, leitores e editoras de todo o mundo.

"Todos os anos, os autores estrangeiros têm um lugar de destaque, juntamente com o país convidado. Este ano, será o Québec. Portanto, é a literatura francófona canadense que estará no centro das atenções, e queremos ouvir as muitas e variadas vozes dos escritores quebequenses", comenta a curadora para a seção de Poesia e Ficção do Festival de Livro de Paris, Adélaïde Fabre.

O Festival do Livro de Paris é o maior festival do livro realizado na França todos os anos. "É também um festival que, além do país convidado, nos permite receber escritores da Europa, do Brasil e de outros lugares. Nosso objetivo sempre é fazer com que eles troquem ideias e discutam com autores de outro idioma, outra cultura, porque gostamos do que nos interessa. O que importa é a diversidade de vozes e a garantia de que diferentes culturas se encontrem e troquem ideias", diz.

São mais de 300 autores, cerca de 330 escritores, em um cruzamento entre literatura, humanidades, histórias em quadrinhos e literatura para a juventude. "Isso nos permite traçar um panorama bastante amplo da criação literária dentro do panorama da literatura francesa e francófona hoje", avalia Fabre.

Poesia e ficção

Os eventos de poesia serão realizados simultaneamente nos seis palcos do evento. Atiq Rahimi, Arthur Teboul e vários outros estarão presentes, além da realização de uma homenagem a Christian Bobin. Por fim, acontecerá a gravação de um programa chamado "C'est la base", criado pela rede France TV, que permite que rappers e slammers, como a jovem Amalia, apresentem textos poéticos clássicos em forma de slam.

"Achei que era importante fazer com que as vozes das pessoas fossem ouvidas, uma poesia de ontem e de hoje, ao mesmo tempo", conta a programadora.

A escritora, jornalista, influenciadora e palestrante brasileira Izabella Camargo participa pela primeira vez do Festival do Livro de Paris, com seu livro best-seller no Brasil, "Dá um tempo". "Meu livro foi lançado em 2020, mas ele está mais em alta do que nunca, porque eu falo sobre as percepções do tempo. O meu livro é para quem quer fazer as pazes com o tempo", conta a autora.

"É um marco na minha vida, porque quando eu fui pesquisar os assuntos do livro, eu encontrei muitos pensadores franceses. Encontrei muitos manifestos franceses reclamando que o tempo estava passando muito rápido e no fundo, com o tempo da natureza, não há nada errado. Além de ter entrevistado vários físicos e astrônomos do Brasil, eu fui até o MIT [Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos] para confirmar mesmo se a Terra não está girando mais rápido em torno do próprio eixo, e não está", sublinha Camargo.

A autora salienta a obra não é sobre o burnout, mas sim para quem quer fazer as pazes com o tempo. "Eu comecei a escrevê-lo em 2017, quando eu ainda trabalhava na TV Globo. Durante a pesquisa do livro, eu tive um burnout. E assim como a depressão é o excesso de passado, a ansiedade é o excesso de futuro, o burnout é o excesso de presente, ou seja, quando eu quero fazer muitas coisas ao mesmo tempo", explica Camargo, que encabeça vários eventos paralelos além de sua participação no evento literário, como no Museu do Louvre e na Biblioteca François Mitterrand, na capital francesa.

O Festival do Livro de Paris se encerra no dia 14 de abril.

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O Festival do Livro de Paris é o maior festival do livro realizado na França todos os anos. "É também um festival que, além do país convidado, nos permite receber escritores da Europa, do Brasil e de outros lugares. Nosso objetivo sempre é fazer com que eles troquem ideias e discutam com autores de outro idioma, outra cultura, porque gostamos do que nos interessa. O que importa é a diversidade de vozes e a garantia de que diferentes culturas se encontrem e troquem ideias", diz.

São mais de 300 autores, cerca de 330 escritores, em um cruzamento entre literatura, humanidades, histórias em quadrinhos e literatura para a juventude. "Isso nos permite traçar um panorama bastante amplo da criação literária dentro do panorama da literatura francesa e francófona hoje", avalia Fabre.

Poesia e ficção

Os eventos de poesia serão realizados simultaneamente nos seis palcos do evento. Atiq Rahimi, Arthur Teboul e vários outros estarão presentes, além da realização de uma homenagem a Christian Bobin. Por fim, acontecerá a gravação de um programa chamado "C'est la base", criado pela rede France TV, que permite que rappers e slammers, como a jovem Amalia, apresentem textos poéticos clássicos em forma de slam.

"Achei que era importante fazer com que as vozes das pessoas fossem ouvidas, uma poesia de ontem e de hoje, ao mesmo tempo", conta a programadora.

A escritora, jornalista, influenciadora e palestrante brasileira Izabella Camargo participa pela primeira vez do Festival do Livro de Paris, com seu livro best-seller no Brasil, "Dá um tempo". "Meu livro foi lançado em 2020, mas ele está mais em alta do que nunca, porque eu falo sobre as percepções do tempo. O meu livro é para quem quer fazer as pazes com o tempo", conta a autora.

"É um marco na minha vida, porque quando eu fui pesquisar os assuntos do livro, eu encontrei muitos pensadores franceses. Encontrei muitos manifestos franceses reclamando que o tempo estava passando muito rápido e no fundo, com o tempo da natureza, não há nada errado. Além de ter entrevistado vários físicos e astrônomos do Brasil, eu fui até o MIT [Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos] para confirmar mesmo se a Terra não está girando mais rápido em torno do próprio eixo, e não está", sublinha Camargo.

A autora salienta a obra não é sobre o burnout, mas sim para quem quer fazer as pazes com o tempo. "Eu comecei a escrevê-lo em 2017, quando eu ainda trabalhava na TV Globo. Durante a pesquisa do livro, eu tive um burnout. E assim como a depressão é o excesso de passado, a ansiedade é o excesso de futuro, o burnout é o excesso de presente, ou seja, quando eu quero fazer muitas coisas ao mesmo tempo", explica Camargo, que encabeça vários eventos paralelos além de sua participação no evento literário, como no Museu do Louvre e na Biblioteca François Mitterrand, na capital francesa.

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