#124 Pré-aquecimento na prevenção da hipotermia perioperatória não intencional

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Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar neste podcast 124 falamos sobre Pré Aquecimento do Paciente para Prevenção da Hipotermia Perioperatória Não-Intencional. A temperatura corporal central é um dos parâmetros fisiológicos mais controlado pelo organismo. Apesar disso, durante o dia a temperatura corporal sofre variações, sendo menor pela manhã e maior ao final da tarde / noite. Com base nessa informação, a definição mais precisa de hipotermia é uma temperatura central de 36,4°C ou abaixo dela. É nessa temperatura que a disfunção celular, tecidual e orgânica podem começar a se desenvolverem. Para facilitar a compreensão da distribuição de calor dentro do corpo humano, optamos por dividi-lo em dois grandes compartimentos térmicos: O compartimento central com cerca da metade da massa do corpo e é responsável pela produção de toda a energia convertida em calor pelo organismo. O compartimento periférico, maior compartimento e apresenta temperaturas geralmente 3°C a 4°C abaixo da temperatura central. No entanto, essa diferença pode se tornar maior ou menor durante condições térmicas extremas ou condições patológicas. Tipicamente, os tecidos do compartimento periférico são 2°C a 4°C mais frios do que o compartimento central; a diferença de temperatura entre estes dois compartimentos térmicos é o gradiente de temperatura. Durante a cirurgia, a hipotermia inadvertida é tão prevalente, porque durante a indução da anestesia o intervalo interlimiar aumenta. Com anestesia geral, esta faixa aumenta aproximadamente de 0.2°C para 4.0°C; um aumento de 20 vezes. Durante a anestesia regional, há um aumento de 3 a 4 vezes na faixa interlimiar. O método mais efetivo de manutenção da normotermia intra-operatória é a prevenção por meio de aquecimento prévio, com o objetivo de elevar a temperatura periférica em maior escala que a temperatura central e promover, após a indução anestésica, menor gradiente entre a temperatura central e periférica, menor redistribuição de calor, resultando em menos hipotermia. O aquecimento da superfície cutânea, com circulação de ar a 43ºC durante uma hora, transfere calor suficiente para diminuir os efeitos da redistribuição. Prevenir a hipotermia perioperatória não é difícil nem caro. Em muitas especialidades médicas e cirúrgicas, medidas para manter a normotermia são estabelecidos como cuidado perioperatório de rotina para cada cirurgia realizada sob anestesia geral ou regional, independentemente da duração da cirurgia. A hipotermia perioperatória está associada a complicações graves, como infecções do sítio cirúrgico, cicatrização de feridas mais lenta, distúrbios de coagulação e sangramento aumentado. A perfusão na borda da ferida operatória pode ser comprometida pela vasoconstrição associada à hipotermia. O tremor também pode aumentar a dor pós-operatória. O melhor caminho para evitar complicações induzidas pela hipotermia é manter a normotermia. “Esse podcast tem o apoio científico da 3M Health Care. A 3M acredita no poder da ciência para criar soluções que impactam a vidas dos pacientes, profissionais e instituições de saúde, reduzindo complicações relacionadas à assistência à saúde, como a hipotermia perioperatória.” Fique ligado, afinal compartilhar é multiplicar!

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