Yogins, só os que sabem amar

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Por Yoga Contemporâneo and Dr. Roberto Simões descoberto pelo Player FM e nossa comunidade - Os direitos autorais são de propriedade do editor, não do Player FM, e o áudio é transmitido diretamente de seus servidores. Toque no botão Assinar para acompanhar as atualizações no Player FM, ou copie a feed URL em outros aplicativos de podcast.
Continuamos nos desviando, pq amamos Nunca houve calmaria não. E te conto mais, a partir de 1600 as coisas cambiaram de um jeito bem diferente. Passamos a conhecer os povos da mercadoria, cultuadores da Deusa Moeda. Eles se autodenominam de {os civilizados}. Já te falei, insistem ainda em organizar nossos corpos, selvagens e nômades, pelas letras e metal. Não há de ser nada. Não nos importamos, somos eles tb. Sendo partes d’Ele, nos incorporamos aos coletivos, iguais a vcs aqui. Liberando corpos d’Eus fora e do capital q os aprisionam. A luta segue. Então, como tava te contando… nestes últimos 100 anos, nos movemos mais uma vez. Nos internacionalizamos. Logo que chegamos aqui, descalços, pedimos bença na tronqueira, pitamos, consagramos e bailamos por horas - tu lembra disso? Poucos sabem, mas ritos nômades são sempre corpóreos. Os de cá, são os mesmos de lá. Vcs bailam, nós tb… sim sim, passos diversos, mas a pisada é a mesma. É td uma dança. Os de saia nos ensinaram muito pelas banda de lá. Conhece eles? Dervixes isso mesmo. Desviaram-se do livro tb. Mas deixa eu te falar… Os xapiris, padrinhos e padilhas nos disseram aqui, que os bruxos da moeda, enfeitiçam fechando corpos ao contrário. É isso mesmo? É magia da não-ação, transformando todos em obsessores de si-mesmos? Nos mantemos na resistência, eu sei, na contra-demanda. Há muitos corpos a amolecer. Cavalos duros, poros fechados, feitiço da moeda e do livro. Nada passa, deslocando-se menos, não sentem, olham pra baixo ou pra trás. Ebós que aprisionam da pele pra dentro. O feitiço vem em espelhos de silício que brilham apagando almas. “Trancam prana” (alguém comentou). Respirei fundo pra não sair da força. Tiriri embebia meu rudra na água forte da cabaça. “Tô limpando… seus feitiços já foram capturados pelos da moeda e do livro”. Agradecido, assenti. Pitei ganga e passei pra Mirongueira que bailava com Durga. A prosa seguiu noite adentro sem uma palavra dita. Acordei na rede com Ganesha jogando bola com erês nas dunas. . . .

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